16 Setembro 2021, 19:18

25 Abril: Mais importante que os nomes serão os critérios da comemoração dos 50 anos – PCP

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

O secretário-geral do PCP disse hoje, em Santarém, ser mais importante conhecer os objetivos e critérios para as comemorações dos 50 anos da Revolução de Abril, cuja definição aguarda, do que o nome do comissário nomeado pelo Governo.

Falando aos jornalistas durante uma visita à Feira Nacional da Agricultura, que decorre até domingo em Santarém, Jerónimo de Sousa sublinhou que “a questão central que está colocada é quais são os critérios, os objetivos desse nome indicado para comissário e da própria estrutura de comissários que possa existir”.

Sublinhando não haver ainda conhecimento dos objetivos e dos critérios que vão presidir às comemorações dos 50 anos da Revolução de Abril, em 2024, o líder comunista frisou que estas devem ter em conta “o processo de liberdade e de democracia que foi alcançado com o 25 de Abril de 74, as suas transformações progressistas, o alcance de direitos, liberdades e garantias fundamentais”.

“Mais do que esta ou aquela pessoa, o que é fundamental é saber o que é que se quer fazer desses 50 anos de comemoração de Abril com todo o significado político, económico, social e cultural que teve esse ato”, afirmou, sublinhando que, “ao fim destes anos todos, os seus valores continuam vivos no coração e no pensamento da maioria dos portugueses”.

Em 27 de maio, o Conselho de Ministros aprovou a criação de uma estrutura de missão para organizar as comemorações dos 50 anos do 25 de Abril, que se assinala em 2024, nomeando Pedro Adão e Silva como comissário executivo.

Pedro Adão e Silva é professor auxiliar do departamento de ciência política e políticas públicas no ISCTE, diretor do Doutoramento em Políticas Públicas da mesma instituição e comentador em vários órgãos de comunicação social, como a TSF, RTP ou o Expresso. Foi membro do Secretariado Nacional do PS entre 2002 e 2004, sob a liderança de Ferro Rodrigues, e abandonou logo depois a vida partidária.

A par da estrutura de missão vai funcionar, junto da Presidência da República, uma Comissão Nacional, presidida pelo antigo Presidente da República Ramalho Eanes, que terá a responsabilidade de “aprovar o programa oficial das comemorações e os relatórios de atividades”.

 

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