23 Maio 2022, 00:02

Acionistas do BCP aprovam dividendos de 13,6 ME e gestão para novo mandato

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 04 mai 2022 (Lusa) — Os acionistas do BCP aprovaram hoje, em assembleia-geral, a recondução de Nuno Amado e Miguel Maya como presidente do Conselho de Administração e presidente executivo do banco, respetivamente, e o retomar da distribuição de dividendos.


De acordo com a informação enviada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o ponto dois da assembleia-geral de acionistas, que propunha “deliberar sobre a proposta de resultados do exercício de 2021”, foi aprovado.


O dividendo proposto pela administração foi de 0,09 cêntimos por ação, totalizando 13,6 milhões de euros.


Para os trabalhadores, o valor da devolução é cerca de 5,69 milhões de euros.


Nesta assembleia-geral, que se realizou em Oeiras, foi ainda aprovada a recondução de Nuno Amado e Miguel Maya como presidente do Conselho de Administração e presidente executivo do banco, respetivamente.


Os acionistas aprovaram, assim, a proposta para o Conselho de Administração, para o quadriénio 2022/2025, que inclui Nuno Amado para desempenhar funções de presidente do Conselho e Miguel Maya para “desempenhar funções de vice-presidente do Conselho, a designar presidente da Comissão Executiva”.


Além disso, a proposta para os órgãos sociais do banco inclui Jorge Manuel Baptista Magalhães Correia para vice-presidente, Valter Rui Dias de Barros para desempenhar funções de vice-presidente e vogal da Comissão de Auditoria, Cidália Maria Mota Lopes como vogal do Conselho e presidente da Comissão de Auditoria, Fernando da Costa Lima para vogal do Conselho e da Comissão de Auditoria e Clara Patrícia Costa Raposo como vogal do Conselho e membro Suplente da Comissão de Auditoria.


Os órgãos sociais vão ainda contar com Ana Paula Alcobia Gray, João Nuno de Oliveira Jorge Palma, José Miguel Bensliman Schorcht da Silva Pessanha, Lingjiang Xu, Lingzi Yuan (Smilla Yuan), Maria José Henriques Barreto de Matos de Campos, Miguel de Campos Pereira de Bragança, Rui Manuel da Silva Teixeira, Teófilo César Ferreira da Fonseca e Xiaoxu Gu (Julia Gu).


Os acionistas do Millennium BCP aprovaram ainda as contas relativas ao ano passado, em que a instituição financeira obteve lucros de 138,1 milhões de euros, menos 24,6% do que em 2020, sobretudo devido às provisões para perdas com créditos em francos suíços da operação da Polónia.


Sem esses encargos de 532,6 milhões de euros, o BCP teria tido em 2021 um lucro de 404,9 milhões de euros.


Também o ponto quatro, que previa, a atualização da política de remuneração dos membros dos Órgãos de Administração e de Fiscalização foi aprovado.


Foi ainda aprovado um voto de confiança e louvor no Conselho de Administração, incluindo a Comissão Executiva e a Comissão de Auditoria, e em cada um dos respetivos membros, bem como no Revisor Oficial de Contas e no seu representante, bem como aprovada a atualização da política de seleção e designação do revisor oficial de contas ou sociedade de revisores oficiais de contas e de contratação de serviços distintos de auditoria não proibidos, nos termos da legislação em vigor.


A assembleia-geral aprovou ainda a proposta de aquisição e alienação de ações e obrigações próprias.


A reunião anual de acionistas realizou-se por meios telemáticos e simultaneamente nas instalações da instituição financeira, com a participação de acionistas detentores de 64,31% do respetivo capital social.


O BCP tem como principal acionista o chinês Grupo Fosun, com 29,93% do capital social, seguido do angolano Grupo Sonangol, com 19,49%, tendo o fundo Blackrock 2,68% e o Grupo EDP 2,06%, segundo as últimas informações que constam do ‘site’ do banco (referentes a 30 de junho de 2021).



AAT (JO/IM/ALYN) // MSF


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário