29 Janeiro 2022, 02:22

“Acredito que será uma das melhores experiências da minha vida” – Carolina Alves

Susana Faria AdministratorKeymaster

Carolina Alves, de 33 anos, saiu do País em 2014 à procura de uma nova aventura e de uma independência profissional e pessoal que não encontrava no Porto. Rumou ao País do samba e da água de coco com um amigo que se tornou marido e parceiro de negócios de uma marca de linha de roupa de praia que conquistou o coração dos brasileiros, que não dispensam o pé na areia. Ao Mundo Atual, a empreendedora formada em arquitetura revela que viver em Santos, no Litoral de São Paulo, proporciona-lhe uma segurança e conforto que dificilmente encontraria noutra cidade do Brasil, e não esconde o desejo de regressar a Portugal para formar a família que sempre sonhou, mas sempre com um pé do outro lado do Mundo “para gerir os negócios e manter amizades”.

Porque decidiu emigrar?
Decidi emigrar pelas oportunidades e surpresas que surgem na vida quando as procuramos. Por ser uma aventureira e pela sorte de ter uma pessoa igual ao meu lado, que tomou esta decisão comigo e acompanhou-me desde então: o Diogo, agora meu marido.

Como tem sido a experiência no Brasil?
A experiência de emigrar e viver no Brasil tem sido muito enriquecedora. Acredito que será uma das melhores e mais importantes da minha vida, porque foi quando teve início a fase em que adquiri a minha independência pessoal e profissional. Levou-me para um patamar superior, com o qual sonhava quando ainda vivia em Portugal.
Cheguei ao Brasil, mais especificamente à cidade de Santos, para trabalhar na minha área de formação profissional, arquitetura, e pelo caminho agarrei a oportunidade de criar a minha própria marca, a Basickini. Um projeto que, com pouco mais de um ano, fez-me optar por deixar a arquitetura como emprego principal e dedicar-me a 100% à marca. Acredito que a veia artística e a metodologia organizacional que adquiri da arquitetura, contribuíram bastante para estes primeiros anos de desenvolvimento da Basickini. A marca reflete simplicidade, praticidade e conforto. Com pouco mais de cinco anos, a Basickini, é um sucesso no Brasil e pretendo que o seja além-fronteiras. Acredito que a velocidade de progressão aumenta quando estamos fora da nossa zona de conforto, tornando-nos mais objetivos e concisos nas decisões da vida.

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Como se vive aí esta pandemia?
Penso que como em qualquer outro lugar do mundo. Com receios e cuidados extra no dia-a-dia. Tenho noção da imagem que passa nos noticiários em relação ao Brasil para os outros países, mas apesar das decisões dos líderes brasileiros, sentimo-nos felizes e seguros pela adesão rápida e massiva dos brasileiros às vacinas disponibilizadas. Espero que em breve tudo volte ao normal.

Quais são os principais desafios pessoais e profissionais?
Estando em qualquer outro País que não seja o nosso de naturalidade, acredito que o maior desafio a nível pessoal e profissional seja a capacidade de adaptação. No meu caso, mesmo lidando com pessoas que falam o mesmo idioma, o que facilita bastante, passados sete anos continuo numa procura constante para entender e adaptar pensamentos, costumes e valores. Viver em Santos, no Litoral de São Paulo, proporciona segurança e conforto. Uma cidade muito próxima de São Paulo, mas suficientemente afastada para fazer uma pausa no ritmo do dia, respirar e lembrar como é bom viver no Brasil.

Como gere o facto de estar longe da família e dos amigos?
Relativamente bem. Com o tempo, a distância torna-se mais “fácil”. Ajuda-nos a perceber quem realmente queremos na nossa vida e quem faz questão de estar presente nos momentos certos. Eu vivo e trabalho, essencialmente, para mim e para construir a família com que sonhei.

Do que sente mais falta?
Sinto falta dos almoços e jantares em família…de quando nos reuníamos durante a semana, para cortar a rotina. Sinto falta do “cheiro” do ar seco em Portugal e do conforto da lareira no inverno, apesar de preferir o verão. Acima de tudo, sinto falta da organização e limpeza de Portugal, que só damos o devido valor quando passamos muito tempo fora.

Vem com frequência a Portugal (ou vinha antes da pandemia)?
Tentamos ir todos os anos, pelo menos uma vez. Quando conseguimos e temos disponibilidade, vamos duas vezes por ano.

Está nos seus planos regressar definitivamente a Portugal?
Sim, existem planos de regressar definitivamente a Portugal, ou pelo menos, ter Portugal como base principal caso tenha filhos nos próximos anos. Ainda assim, pretendo ter sempre uma ligação direta com o Brasil e vir regularmente para manter amizades e negócios.

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