24 Outubro 2021, 17:28

Afeganistão: Presidente do G20 e líder da ONU debatem crise aberta por talibãs

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Roma, 01 set 2021 (Lusa) — O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, debateu hoje com o primeiro-ministro italiano a crise no Afeganistão aberta com a chegada ao poder dos talibãs e o papel que ONU e G20, atualmente presidido pela Itália, podem desempenhar.


Mário Draghi e Guterres falaram por telefone “principalmente sobre os últimos eventos e as implicações da crise afegã”, referiram fontes do Governo italiano à agência de notícias espanhola Efe.


“Foram aprofundadas as perspetivas de atuação da comunidade internacional nos diversos fóruns, inclusive no G20 [grupo formado pelos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais das 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia], e acordado o papel central que este gripo e as Nações Unidas podem desempenhar, especialmente em relação à ajuda humanitária à população afegã”, acrescentaram.


Draghi e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Luigi di Maio, estão a organizar uma reunião extraordinária do G20 sobre o Afeganistão a meio deste deste mês, antes da cimeira final do grupo de chefes de Estado e de Governo, agendada para o final de outubro.


Os dois responsáveis já referiram pretender que os cinco pontos a debater na reunião extraordinária do G20 sejam a proteção da população civil, a defesa dos direitos humanos, a ajuda humanitária, o fluxo migratório e a luta contra o terrorismo.


Além dos países que já fazem parte do G20, o primeiro-ministro italiano quer incluir na reunião representantes de países que fazem fronteira com o Afeganistão – como o Paquistão e o Irão – para ajudar a administrar os fluxos migratórios, além da segurança e o combate ao terrorismo.


Enquanto ocupar a presidência do G20, a Itália tem “a responsabilidade de promover um consenso internacional e definir uma abordagem comum” à questão do Afeganistão, que inclua os países que “vão sofrer a crise, ou seja, os países vizinhos”, para os quais “a segurança é uma prioridade”, afirmou Di Maio na semana passada.



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