04 Dezembro 2021, 05:03

Amnistia Internacional pede à ONU para apurar responsabilidades no conflito israelo-palestiniano

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Genebra, Suíça, 20 mai 2021 (Lusa) — A Amnistia Internacional saudou hoje a realização de uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU para debater o conflito israelo-palestiniano, pedindo que sejam apuradas responsabilidades de crimes.


“Mesmo que o Conselho de Segurança da ONU – que até agora não deu uma resposta devido à oposição dos EUA – consiga aprovar uma resolução, é improvável que resolva a questão crucial da responsabilidade”, disse hoje, em comunicado, Kevin Whelan, representante da Amnistia Internacional na ONU, em Genebra.


Por isso, Whelan saudou a realização de uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU, marcada para o próximo dia 27, dizendo que “pode ajudar a garantir a responsabilização por violações, mesmo no caso de um cessar-fogo e após o fim das atuais hostilidades”.


O representante da Amnistia Internacional nas Nações Unidas disse ser essencial que essa sessão aborde “possíveis crimes de guerra em Gaza, incluindo ataques mortais a casas palestinianas e a destruição deliberada de propriedade civil, bem como o lançamento indiscriminado de ‘rockets’ por parte de grupos armados palestinianos sobre centros populacionais israelitas”.


Sobre o conflito que opõe as forças israelitas ao grupo islâmico Hamas, que já dura há 11 dias e fez mais de 230 mortos, Kevin Whelan disse ser “vital que os autores das violações dos direitos humanos, incluindo ataques ilegais à luz do direito internacional, deixem de ter permissão para cometer abusos”.


O representante da Amnistia Internacional defende que o Conselho de Direitos Humanos da ONU deve “criar um mecanismo de investigação que possa coligir e preservar provas de crimes e violações”, que possa agir em coordenação com o Tribunal Penal Internacional.


“Unidas, essas instituições devem fazer tudo o que está ao seu alcance para quebrar o ciclo de impunidade que dura há décadas e que permeia a crise em Israel e nos territórios palestinianos ocupados”, concluiu Whelan.



RJP // PMC


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