19 Setembro 2021, 14:58

Angola espera que presidência da CPLP seja de continuidade e com um “pilar económico”

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 17 jun 2021 (Lusa) — O ministro das Relações Exteriores de Angola, Téte António, sublinhou hoje que espera que a presidência angolana da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a iniciar no próximo mês, seja de continuidade, prevendo destaque para o “pilar económico”.


“Nós pensamos que a presidência nunca é uma tábula rasa. Quando se assume uma presidência é para dar continuidade ao que a organização já tem feito, mas claro que cada presidência também traz a sua contribuição para que a nossa organização continue com a mesma vitalidade que já tem”, afirmou o chefe da diplomacia angolana perante a comunicação social após um encontro com o secretário-executivo da CPLP, na sede, em Lisboa.


“Precisamos de falar do fator económico. E, portanto, a presidência angolana gostaria muito de ver o pilar económico a ocupar um lugar de destaque entre nós. Podemos circular, mas se não consolidarmos as nossas economias, reforçarmos a nossa cooperação, a nossa própria circulação será afetada”, apontou Téte António.


O ministro das Relações Exteriores de Angola considera que “é preciso que este pilar económico encontre um lugar” dentro da organização.


Angola assumirá oficialmente a presidência da CPLP durante a cimeira de chefes de Estado e de Governo agendada para 16 e 17 de julho, em Luanda, sucedendo a Cabo Verde, que teve o seu mandato prolongado por mais um ano devido à pandemia da covid-19.


Téte António destacou também a importância da cooperação económica entre os Estados-membros no contexto da pandemia da covid-19, sublinhando que esta “não pode parar a vida”.


“Estamos de acordo que a pandemia não pode parar a vida, portanto isso significa que é preciso adaptarmos as nossas economias, os nossos métodos para esta fase da pandemia (…) e ver, também, como é que nós vamos sair desta pandemia e como é que vamos recuperar as economias que foram tão afetadas, daí a necessidade de juntarmos os nossos esforços, porque ninguém vai poder fazer isto sozinho”, vincou.


Sobre a mobilidade, Téte António considerou que há uma filosofia de dar continuidade a esse aspeto.


“Continua e deve continuar”, sublinhou, dizendo que a CPLP “não é um assunto de diplomatas e de políticos”, mas sim “um assunto de povos”.


A CPLP integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.



JYO // JH


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