27 Novembro 2021, 00:10

Apresentadas 161 propostas para exploração de sete imóveis do Revive Natureza

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Os concursos para a exploração de sete imóveis públicos devolutos afetos ao Fundo Revive Natureza, na sua maioria antigos postos fiscais e casas de guardas-florestais, receberam 161 propostas, atualmente em análise.

Em comunicado, o Ministério da Economia e da Transição Digital adianta terem sido apresentadas propostas a todos os imóveis, sendo que os que tiveram mais procura foram os antigos postos fiscais do Burgau, de Sagres e da Foz do Lima, com 94, 33 e 16 propostas recebidas, respetivamente.

A concurso foram ainda os direitos de exploração da Casa da Vela (que recebeu sete propostas), a antiga sede dos Serviços Florestais – Quinta do Seixal (seis propostas), a antiga sede da Guarda Fiscal na Figueira da Foz (três propostas) e duas moradias em Leiria (duas propostas).

PUB – CONTINUE A LER A SEGUIR



Trata-se do segundo lote de imóveis públicos devolutos afetos ao Fundo Revive Natureza posto a concurso pela Turismo de Fundos, tendo o prazo para apresentação de candidaturas decorrido entre 18 de novembro e 18 de março.

Nos termos do procedimento, o Fundo Revive Natureza poderá vir a conceder financiamento às entidades a quem for atribuído o direito de exploração dos imóveis, de forma a criar “as melhores condições para a concretização dos respetivos investimentos”.

Criado em outubro de 2019, o Fundo Revive Natureza é operacionalizado através de um Fundo Imobiliário Especial, gerido pela Turismo Fundos, tendo a seu cargo numa fase inicial a gestão de 96 imóveis do Estado: 38 no Norte, 44 no Centro, cinco em Lisboa, dois no Alentejo e sete no Algarve.

O Fundo realiza a sua atividade através da integração, como ativos, de direitos respeitantes a imóveis abrangidos por regimes dos domínios públicos ou privados do Estado, autarquias locais, institutos públicos ou de outras entidades e promove a atribuição de direitos sobre os imóveis a entidades públicas ou privadas, com vista à sua requalificação para fins turísticos ou similares.

Conforme explica o ministério, à Turismo Fundos cabe fazer “a gestão global” desta rede de imóveis, que estão distribuídos de norte a sul do país e entre os quais se contam, na sua maioria, antigas casas de guardas-florestais e antigos postos fiscais.

Estes serão “arrendados ou concessionados para fins turísticos, através de concurso, ficando sujeitos a um conjunto de regras de utilização e de gestão em rede, nomeadamente quanto ao uso da marca Revive Natureza, consumo de produtos locais, sustentabilidade ambiental e valorização do território”.

O programa contempla uma verba de cinco milhões de euros, do Turismo de Portugal, para financiar a recuperação dos imóveis referidos.

Citada no comunicado, a secretária de Estado de Turismo afirma que “a recuperação e valorização de imóveis públicos, devolutos há décadas, na sua maioria localizados em espaços com valores patrimoniais naturais, que dispõem de um elevado potencial de atração turística, continua a ser uma prioridade”.

“Mais uma vez, o interesse por parte dos privados na recuperação e valorização destes ativos ultrapassou as melhores expectativas, evidenciando que o mercado acredita no futuro do setor”, sustenta Rita Marques.

Sem comentários

deixar um comentário