14 Maio 2022, 17:25

Área Metropolitana de Lisboa desenvolve projeto para alimentação sustentável e diminuição de desperdício

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Agora que chegou aqui…

Ao longo do último ano, o MUNDO ATUAL tem conquistado cada vez mais leitores.
Nunca quisemos limitar o acesso aos nossos conteúdos, ao contrário do que fazem outros órgãos de comunicação, e mantivemos sempre todas as notícias, reportagens e entrevistas abertas para que todos as pudessem ler.
Mas precisamos do seu apoio. Para que possamos, diariamente, continuar a oferecer-lhe a melhor informação, não só nacional como local, assim como para podermos fazer mais reportagens e entrevistas do seu interesse.
O MUNDO ATUAL é um órgão de comunicação social independente e isento. E acreditamos que para que possamos continuar o nosso caminho, que tem sido de sucesso e de reconhecimento, é importante que nos possa ajudar neste caminho que iniciámos há um ano.
Desta forma, por tão pouco, com apenas 1€, pode apoiar o MUNDO ATUAL.

Obrigado!

A Área Metropolitana de Lisboa está a desenvolver um projeto com diversas entidades para sensibilizar produtores e consumidores para uma alimentação sustentável e de proximidade, promover a dieta mediterrânica e diminuir o desperdício alimentar.

O acordo de parceria para o projeto AML Alimenta foi aprovado na reunião do conselho Metropolitano de Lisboa, realizada ontem.

Segundo o secretário metropolitano Filipe Ferreira, o projeto AML Alimenta tem como objetivo fomentar a alimentação sustentável, a promoção da dieta mediterrânica e a diminuição do desperdício alimentar, envolvendo, numa primeira fase, ?agentes económicos e institucionais e, numa segunda fase, uma campanha que pretende atingir os 2,8 milhões de habitantes da área metropolitana.

Será criado um grupo de trabalho metropolitano que realizará fóruns para sensibilizar quem trabalha na área, como autarquias, produtores e empresas da área da distribuição.

Na fase seguinte será criada uma campanha de ‘marketing’ e comunicação alargada, direcionada ao público em geral, que abordará “as questões da produção local e da sustentabilidade da produção, a área da diminuição do desperdício alimentar e a sustentabilidade do consumo”.

“Também iremos trabalhar muito a questão da promoção da dieta mediterrânica, porque em primeiro lugar é um regime alimentar milenar, segundo é um regime alimentar que é próprio do nosso território e até a nível nacional e, em terceiro lugar, porque é um regime alimentar que é saudável e sustentável”, acrescentou Filipe Ferreira.

Neste momento, o projeto está já “numa fase operacional”, mas espera a aprovação de uma candidatura de 250 mil euros apresentada à autoridade de gestão do Programa de Desenvolvimento Regional 2020.

“Esperamos em julho ter aprovação para arrancar. Estamos prontos para arrancar, porque este trabalho já está consensualizado entre nós e os atores da região”, realçou.

Fazem parte do projeto a AML, a Direção Regional de Agricultura e Pescas de Lisboa e Vale do Tejo e duas associações de ação local, a A25 — Associação para o Desenvolvimento Sustentável da Região Saloia (envolvendo os municípios de Mafra, Sintra e Vila Franca de Xira) e a ADREPES — Associação de Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal.

A AML, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) e o Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa estão envolvidos numa Rede de Parques Agro-Alimentares da área metropolitana, para trabalhar questões da transição alimentar e de planeamento territorial das questões da sustentabilidade, que inclui mais de 20 entidades, que vão desde a universidades a associações de produtores, Organizações Não-Governamentais, empresas, câmaras municipais e agências da administração central.

Filipe Ferreira destacou ainda que a candidatura e a rede “não são casuísticas”, mas coincidem com os referenciais estratégicos elaborados ainda antes da pandemia de Covid-19 para a região pela CCDR e pela AML e com o Plano Nacional de Alimentação Equilibrada.

A própria crise sanitária veio sublinhar a importância da sustentabilidade da alimentação e a relevância dos circuitos curtos e da produção local, acrescentou.

Sem comentários

deixar um comentário