26 Setembro 2021, 14:33

Argélia: Libertados três ativistas de um movimento de protesto

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Argel, 12 jun 2021 (Lusa) — Os três ativistas do movimento de contestação argelino Hirak, detidos na quinta-feira em vésperas de eleições legislativas, foram libertados durante a noite de sexta-feira, anunciou hoje o Comité Nacional para a Libertação de Detidos (CNLD).


“Khaled Drareni, Ihsane El Kadi, Karim Tabbou relâchés”, precisou a CNLD na sua página oficial da rede social do Facebook.


Os três homens foram presos na quinta-feira, 48 horas antes das eleições legislativas antecipadas que deveriam trazer uma nova legitimidade ao regime, mas rejeitadas pelo Hirak e parte da oposição, num contexto de repressão generalizada. As assembleias de voto abriram às 07:00 GMT (08:00 em Lisboa) de hoje.


Khaled Drareni foi condenado a dois anos de prisão efetiva por ter feito a cobertura de uma manifestação do Hirak em março de 2020, em Argel, e foi colocado em liberdade provisória em fevereiro passado enquanto aguardava num novo processo.


O diretor do portal eletrónico de informação Casbah Tribune e correspondente na Argélia da estação televisiva francesa TV5 Monde e dos Repórteres Sem Fronteiras (RSF), foi condenado por “incitamento a rebelião não armada” e “atentado à unidade nacional”.


Karim Tabbou e Ihsane El Kadi estão igualmente detidos no quartel de Antar e segundo os seus advogados já contactaram com as famílias.


Tabbou foi libertado em 29 de abril sob controlo judicial após uma discussão com Bouzid Lazhari, o presidente do Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH), um organismo oficial.


Detido entre setembro de 2019 e julho de 2020, Tabbou é um ativista muito popular do Hirak, o movimento de contestação anti-regime desencadeado em fevereiro de 2019.


Ihsane El Kadi foi colocado sob controlo judicial em 18 de maio. É designadamente acusado de “difusão de falsas informações e atentado à unidade nacional” e “perturbação das eleições”.


Nos termos do controlo judicial, os dois homens estão proibidos de prestar declarações aos media e de envolvimento em atividades políticas.


Segundo o Comité Nacional para a Libertação dos Detidos (CNLD), mais de 220 pessoas estão atualmente na prisão por envolvimento no movimento de protesto ou por factos relacionadas com as liberdades individuais.



IYN (PCR) // VM


Lusa/Fim


 

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