30 Julho 2021, 17:44

Associação de Bares e Discotecas do Porto em protesto amanhã

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

A Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto vai realizar uma manifestação na amanhã (quinta-feira), pelas 22h00, para alertar para as “graves e irreparáveis dificuldades” que o setor da diversão noturna atravessa.

Em comunicado, a associação afirma que a manifestação vai decorrer nas ruas Galerias de Paris, Cândido dos Reis, Conde Vizela e largo Montpellier, praça Filipa de Lencastre e rua da Fábrica.

A manifestação, que se inicia pelas 22h00, visa “demonstrar a total ausência de resposta a diversas solicitações feitas diretamente ao Governo” para a reabertura do setor de diversão noturna, afirma o comunicado assinado pelo presidente da associação, Miguel Camões.

“Pedimos apenas um diálogo e esclarecimentos de forma a, em conjunto, estudarmos formas de proceder à reabertura do setor, zelando sempre pela necessidade de assegurar cuidados relativamente à não transmissão do vírus”, refere a associação, salientando que nunca foi mostrada “qualquer evidência” que o SARS-CoV-2 tem maior propensão a ser transmitido num bar ou discoteca.

“Tentámos sempre fazer ver ao Governo que o setor noturno se consegue adaptar a novas regras, o que não consegue é permanecer indefinida e injustificadamente encerrado, sem qualquer diálogo”, defende.

A associação considera ainda que com grande parte da população vacinada contra a covid-19, as restrições existentes no setor “já não se afiguram justificadas” e que a reabertura dos estabelecimentos evitaria a propagação da covid-19 em festas ilegais e aglomerações na via pública.

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Entendendo que o setor tem condições para reabrir de forma faseada, a Associação de Bares e Discotecas da Movida do Porto propõe que numa primeira fase reabram os bares “com a condição de os clientes terem de permanecer sentados no interior” sem limite de horário de funcionamento.

“Um horário estendido permite que os estabelecimentos giram o volume de clientes, desde logo, mediante o mecanismo de reserva prévia”, sublinha.

Paralelamente, a associação propõe que, a partir de 05 de agosto, reabram com 50% da lotação os “clubes e as discotecas”, com os clientes a poderem permanecer sentados, mas também em pé e com a utilização da pista de dança.

“Nas duas fases seria avaliada a evolução da situação, definindo-se, conjuntamente com as autoridades responsáveis, as normas de segurança a aplicar e ajustar”, acrescenta.

No comunicado, a associação lembra ainda que as moratórias dos arrendamentos terminaram a 30 de junho e que o programa Apoiar apenas se aplicou ao 1.º trimestre do ano.

“Como podermos sobreviver encerrados, sem apoio e a ter de pagar renda acrescida da moratória que nos foi concedida nos meses que antecederam?”, questiona, salientando que o setor exige e merece respeito e diálogo.

 

“O setor noturno apresenta-se como parte da solução e tem vindo ao longo destes últimos 15 meses a gritar por socorro sendo que até então só recebeu silêncio”, afirma.

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