04 Dezembro 2021, 11:45

Áustria, República Checa e Eslováquia dizem que não há lugar para afegãos na Europa

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Praga, 07 set 2021 (Lusa) — A Áustria, a República Checa e a Eslováquia, três Estados-membros da União Europeia que partilham fronteiras, rejeitaram hoje a possibilidade de acolher refugiados afegãos, afirmando que “a Europa já não é lugar” para quem foge dos talibãs.


“Estamos de acordo na estratégia: queremos ajudar os afegãos no seu país, a que fiquem no seu país. A Europa já não é lugar para eles”, afirmou o primeiro-ministro checo, Andrej Babis, resumindo o encontro com os seus homólogos austríaco, Sebastian Kurz, e eslovaco, Eduard Heger.


Após a recente tomada do poder dos talibãs no Afeganistão, a 15 de agosto, dezenas de milhares de afegãos fugiram para o Paquistão, o Irão e outros países vizinhos.


Além da Áustria, da República Checa e da Eslováquia, outros países da UE, como a Hungria ou a Eslovénia, também se recusam terminantemente a receber refugiados afegãos.


Babis adiantou que no Conselho Europeu de 06 de outubro se debaterá sobre imigração e como evitar uma entrada de refugiados como a de 2015.


O chefe do executivo checo declarou-se confiante em que se possa evitar uma entrada maciça de refugiados, mas deixou entrever que, se tal não funcionar, será necessário voltar a negociar com a Turquia, como em 2015, para que contenha os afegãos no seu território.


“Se não se conseguir, teremos que negociar com o Presidente [Recep Tayyip] Erdogan, como no passado, mas não é uma boa alternativa”, afirmou o governante checo.


O chanceler federal austríaco indicou que o seu país destinará 18 milhões de euros a ajuda humanitária para os países vizinhos do Afeganistão que acolheram refugiados.


“Não se pode repetir o que aconteceu em 2015”, reiterou Kurz.



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