26 Setembro 2021, 14:11

Autarca de Braga diz que gestão de 2020 fez «autêntica quadratura do círculo»

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

O presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, afirmou hoje que a gestão de 2020 do município configura “uma verdadeira quadratura do círculo”, mas não convenceu a oposição, que votou contra o relatório de contas.

“Os resultados atingidos deixam-nos verdadeiramente satisfeitos”, referiu Ricardo Rio, sublinhando que, num ano marcado pela pandemia, o município conseguiu acorrer às necessidades das pessoas e das instituições, concretizar “um dos mais ambiciosos” planos de investimento e contribuir para o equilíbrio financeiro da Câmara.

“Isto é fazer uma verdadeira quadratura do círculo”, sublinhou, a propósito da discussão e votação do Relatório de Gestão e Contas de 2020.

O PS, pela voz do vereador Artur Feio, aludiu a um aumento de dois milhões de euros de dívidas aos fornecedores e a um ano “de grandes aquisições e grandes investimentos”, considerando que o documento denota “um cuidado de preparar um ano eleitoral”.

A vereadora da CDU, Bárbara Barros, criticou a subida da receita “por via do recebimento” de taxas e impostos, sobretudo do imposto municipal sobre imóveis (IMI).

Criticou ainda a redução do investimento nas áreas da cultura e desporto, considerando ainda que o investimento na educação “ficou aquém” do necessário para fazer face às necessidades do concelho.

O Relatório de Gestão e Contas de 2020 do município de Braga apresenta um saldo positivo de 2,2 milhões de euros e uma redução de 2% no passivo, que agora se situa nos 65,5 milhões de euros.

O documento apresenta um ativo líquido de 603 milhões de euros no final de 2020, um “aumento de 14 milhões de euros, ou seja, de dois pontos percentuais” relativamente ao exercício anterior.

Quanto ao passivo, a câmara liderada por Ricardo Rio diz situar-se nos “65,5 milhões de euros”, uma redução de “2% face a 2019, ou seja, menos um milhão de euros, um valor que poderia ser mais expressivo não fosse a necessidade de aumentar o valor das provisões em 2,7 milhões de euros como forma de precaver encargos futuros, designadamente os que decorrem da construção do Estádio Municipal”.

Neste particular, acrescenta a câmara, nos dois últimos exercícios económicos o município “logrou diminuir o passivo na ordem dos 6,6 milhões de euros”.

Relativamente aos investimentos, a câmara minhota, em 2020, contabilizou “cerca de 20,1 milhões de euros”.

 

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