28 Setembro 2021, 04:44

Autoridades moçambicanas apreendem 309 quilos de metanfetamina

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Maputo, 23 jun 2021 (Lusa) – As autoridades moçambicanas anunciaram hoje a apreensão de 309 quilos de metanfetamina, no centro do país, transportados num camião sob um fundo falso de um contentor de mercadorias.


A carga circulava na noite de terça-feira no povoado de Bive, distrito de Mocuba, província da Zambézia, e o condutor pôs-se em fuga depois de, a pedido das autoridades, abrir o fundo falso, anunciou o diretor das alfândegas na Zambézia, Manuel Eliseu, citado pelo portal O País.


“A operação ocorreu por volta das 23:00 [22:00 em Lisboa] e o camião fazia o sentido norte-sul”, referiu aos jornalistas, durante o processo de entrega da mercadoria ao Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic).


A mercadoria vai ser avaliada para se apurar o teor da droga, referiu Obede Basílio, porta-voz do Sernic, ao mesmo tempo que decorre o processo de investigação para se encontrar o proprietário da carga.


Esta é a mais recente apreensão do género, entre várias feitas este ano.


Na terça-feira, as autoridades moçambicanas apreenderam mais de 30 quilos de metanfetamina enterrados numa residência na cidade de Nampula, no norte do país.


No dia 12, as autoridades detiveram um homem com 55 quilos de metanfetamina em Nacala, também na província de Nampula, dissimulada em sofás que estavam a ser transportados num camião, com destino a Maputo.


Na altura, a porta-voz do Sernic na região, Enina Tsinine, disse à Lusa que desde janeiro foram já apreendidos 561 quilos de diversas drogas em Nacala, a maior parte das quais metanfetamina, anfetamina e heroína.


Moçambique é apontado por várias organizações internacionais como um corredor para o tráfico internacional de estupefacientes.


De acordo com o Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), as autoridades do Quénia e da Tanzânia, países a norte de Moçambique, aumentaram a vigilância nos últimos anos, empurrando os traficantes para sul, em direção à costa moçambicana, “em busca de novas rotas e novos mercados”.



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Lusa/fim


 

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