27 Janeiro 2022, 22:49

Banco Central brasileiro reduz projeções de crescimento este ano e no próximo

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

São Paulo, 16 nov 2021 (Lusa) – O Banco Central brasileiro baixou hoje as suas projeções sobre o crescimento da economia do país de 4,7% para 4,4% neste ano, e de 2,1% para 1% em 2022.


A revisão para baixo das projeções sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil consta do novo Relatório Trimestral de Inflação, no qual a entidade também admitiu que a inflação vai dobrar a meta imposta para 2021 e também ameaça a de 2022.


A continuidade da recuperação da economia brasileira está ameaçada pela atual recessão técnica que o país atravessa após registar dois trimestres de crescimento negativo e por outros fatores como a inflação descontrolada, que já atinge 11% na comparação nos últimos 12 meses e o desemprego que afeta mais de 12% da população economicamente ativa.


“Surpresas negativas nos dados divulgados recentemente, novos aumentos na inflação, parcialmente associados a um choque de oferta, e o aumento do risco fiscal pioram as projeções de crescimento para 2021 e 2022”, frisou o relatório do Banco Central brasileiro.


Como o órgão emissor vem elevando as taxas de juros para tentar conter a inflação e as taxas já estão no patamar mais alto em quatro anos, o aumento do custo do dinheiro também ameaça o desempenho da economia brasileira em 2022, ano que será turbulento devido às eleições presidenciais.


No relatório divulgado hoje, o Banco Central brasileiro admitiu que não era esperada a retração do PIB do país de 0,1% registada no terceiro trimestre de 2021 nem os indicadores de outubro que mostram um recuo da economia.


O Banco Central avaliou que a recuperação deste ano será impulsionada pelo bom desempenho do setor agrícola, que tem registado crescimento histórico, e pela normalização das atividades do setor de serviços após o fim das restrições de mobilidade impostas para controlar a pandemia de covid-19 em 2020.


A entidade acrescentou, no entanto, que as suas projeções para o PIB do Brasil estão condicionadas à continuação da redução da pandemia com o avanço da campanha de vacinação, a redução dos atuais níveis de incerteza económica e a ausência de novas dificuldades fiscais de curto prazo, fatores que podem piorar as trajetórias esperadas para a dívida pública e o défice fiscal.


No seu relatório, o Banco Central também confirmou as projeções de que o país encerrará 2021 com inflação de 10,2% e que o índice de preços cairá para 4,7% em 2022 e 3,2% em 2023.


Essa projeção indica que a inflação em 2021 será a maior desde 2015 (10,67%) e que o índice dobrará a meta que o Governo brasileiro havia estabelecido para este ano, que é de 3,75% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.


Para 2022, o Banco Central brasileiro estabeleceu uma meta de inflação de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para cima ou para baixo.



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