03 Dezembro 2021, 10:40

BCP fez em Portugal provisão de 16,6 ME sobre operação em Angola

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Oeiras, Lisboa, 25 fev 2021 (Lusa) – O BCP registou, em Portugal, uma provisão de 16,6 milhões de euros sobre a sua participação de 22,73% no Banco Millennium Angola (BMA) devido às incertezas do contexto local, disse hoje o presidente executivo Miguel Maya.


“Temos uma participação do BCP de 22,73%, e o que nós fizemos foi, perspetivando aquilo que é a realidade do banco e o enquadramento macroeconómico de Angola e os desafios que Angola tem pela frente, foi um entendimento de que deveríamos fazer aqui uma provisão, que fizemos em Portugal”, referiu Miguel Maya na conferência de imprensa de apresentação dos resultados de 2020 do BCP (lucro de 183 mihões de euros).


O gestor salientou que esta provisão “não reflete nenhum resultado negativo do BMA”, que registou lucros equivalentes a 32,1 milhões de euros, de acordo com as regras contabilísticas utilizadas.


No entanto, a contribuição da operação em Angola, de acordo com os resultados do BCP divulgados hoje, foi de -7,2 milhões de euros, precisamente devido à provisão registada em Portugal.


No relatório enviado hoje pelo BCP à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), pode ler-se que nas contas do banco incluem-se “imparidades, no montante de 16,6 milhões de euros, para o investimento na participação no Banco Millennium Atlântico (incluindo o goodwill), destinadas a fazer face aos riscos inerentes ao contexto em que operação angolana desenvolve a sua atividade”.


O contributo registado pela operação angolana foi de -7,2 milhões de euros é inferior aos 1,6 milhões de euros positivos registados em 2019.


Quanto a Moçambique, o presidente executivo do BCP disse que se registou um “desempenho muito bom”, com uma contribuição de 66,8 milhões de euros (menos que os 87,7 milhões de 2019), com “um modelo de ‘franchise’ muito correto, assente em banca de relação, de proximidade e presença em todas as províncias e uma belíssima relação com os clientes”.


No entanto, o contributo do BCI foi “naturalmente afetado pela redução da atividade econ+ómcia, que foi significante em todas as geografias”, com uma “forte desvalorização do metical e também uma redução relevante ao nível das taxas de juro”.


O BCP registou lucros de 183 milhões de euros (ME) em 2020, uma diminuição de 39,4%, face aos 302 milhões de 2019, e registou 841 milhões em imparidades provisões, foi hoje divulgado.


Na conferência de imprensa de apresentação de resultados do banco, o presidente executivo, Miguel Maya, afirmou que “o ano de 2020 foi extremamente complexo, pleno de ambigudades e incertezas”.


JE //RBF


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