05 Dezembro 2022, 19:25

BE acusa TAP de querer transformar aeroporto do Porto em “apeadeiro” para Lisboa

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Porto, 02 abr 2022 (Lusa) – O BE acusou hoje a TAP de querer transformar o aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, “numa espécie de apeadeiro” de ligação a Lisboa, estando a seguir uma “estratégia de menorização” daquela infraestrutura.


Em declarações à Lusa, o deputado bloquista eleito pelo Porto José Soeiro considerou fundamental haver uma “aposta da TAP no aeroporto do Porto enquanto “infraestrutura para poder captar passageiros para toda a região Norte”.


Na edição de hoje, o ‘Jornal de Noticias’ noticia que, que face ao verão de 2019, a TAP vai operar menos sete rotas e oferecer menos 705 mil lugares a partir do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, ao contrário das principais companhias internacionais que reforçam a presença a partir do Porto.


“É altamente negativo este fenómeno de concentração [em Lisboa] e transformar o aeroporto do Porto numa espécie de apeadeiro de ligação com o aeroporto de Lisboa. Isto obviamente não é desligado do que tem acontecido no setor, não é desligado de processos anteriores, tem a ver com a privatização da ANA e com a política de Estado do próprio aeroporto”, afirmou José Soeiro.


Para o BE, a decisão da TAP de reduzir rotas a partir do Aeroporto Francisco Sá Carneiro “é uma decisão negativa e que, aliás, confirma uma estratégia que tem vindo a ser seguida de menorização” do aeroporto do Porto.


“Aquilo que se tem vindo a assistir é uma a uma subalternização do aeroporto do Porto e uma concentração da operação em Lisboa, transformando Lisboa no centro de onde fazem parte onde se fazem os voos internacionais e o Porto tem uma ligação para Lisboa”, reforçou.


O deputado salientou ainda ser “fundamental do ponto de vista económico, do ponto de vista do Turismo mas também do ponto de vista da ligação das pessoas do Porto” a manutenção de rotas no Norte.


“O Bloco de Esquerda pretende levar este assunto ao Parlamento para discutir como confrontar o Governo e no Parlamento”, garantiu José Soeiro.



JCR // JPS


Lusa/Fim


 


 

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