08 Dezembro 2022, 02:04

BE avisa que políticas de mínimos “saiu cara” e que OE2021 não respondeu às necessidades

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 22 jul 2021 (Lusa) — A coordenadora do BE considerou hoje estar demonstrado que o Orçamento do Estado para 2021 “não respondeu” às necessidades e que a “política de mínimos saiu muito cara”, mantendo as mesmas prioridades de há um ano nas negociações orçamentais.


“O Governo, se quiser divulgar as datas das reuniões, o fará. Eu não tenho feito, nunca o fiz, como sabem. Vamos ter uma reunião em breve, sim, isso é público. O próprio Governo já o divulgou e as prioridades do Bloco de Esquerda também são conhecidas: saúde, trabalho e proteção social”, respondeu aos jornalistas Catarina Martins no final de uma visita à primeira sala fixa de consumo assistido de drogas em Portugal, em Lisboa.


Catarina Martins falava depois de questionada sobre se a reunião com o Governo para as negociações do Orçamento do Estado para 2022 será na sexta-feira.


Segundo a líder do BE, “a vida demonstrou que Orçamento do Estado para 2021 não respondeu ao que era necessário”, como à “exaustão dos profissionais do SNS”, às “necessidades de proteção social” e às questões do trabalho.


“Aquilo que nós dizíamos há um ano mantém-se como absolutamente urgente e, portanto, não querendo ser monótona não temos outra solução que não voltar a apresentar as mesmas prioridades: saúde, proteção social e trabalho”, antecipou.


Para Catarina Martins, “a política de mínimos” que o Governo tem levado a cabo “saiu muito cara ao país”, dando o exemplo do adiamento dos “investimentos necessários”.


“Quando nós dizíamos é preciso alargar a testagem já e aumentar a saúde pública já para prevenir nova vaga, o Governo dizia o ano passado: ‘não, este verão já vai ser de retoma’ e não preparou a segunda vaga, não preparou a terceira, não preparou a quarta. Adiou sempre os investimentos”, criticou.


Cada vez que os investimentos são adiados, segundo a coordenadora do BE, “Portugal fica com um enorme problema sanitário, social e económico”.


“Fazermos de conta que este não é um problema prolongado, com efeitos prolongados que precisa de investimento, fazer de Portugal um dos países da UE que menos gastou na resposta à pandemia, não faz nenhum bem à nossa economia nem às nossas contas públicas”, condenou.



JF // ACL


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