20 Setembro 2021, 07:50

BNA recomenda entrada de bancos angolanos no mercado de capitais

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

 


Luanda, 30 jul 2021 (Lusa) — O governador do Banco Nacional de Angola (BNA) encorajou hoje os bancos nacionais a entrarem no mercado de capitais, considerando que esta é também uma forma de reforçar a transparência das instituições financeiras.


Falando hoje, no encerramento do XI Fórum Banca, organizado pelo jornal Expansão, José de Lima Massanoencorajou as instituições financeiras “a considerar a cotação das suas ações na Bolsa de Valores de Angola” a fim de reforçar o escrutínio e a transparência” considerando as obrigações de prestação de informação ao mercardo em tempo útil em observância das exigências de calendário estabelecido pelas bolsas”.


Além disso, prosseguiu, a entrada para o mercado regulamentado de capitais pode também facilitar o reforço da própria estrutura de capitais por acesso ao financiamento através da emissão de ações a novos investidores ou mesmo acionostas existentes ou de obrigações a investidores institucionais ou particulares”.


Outras vantagens são é a liquidez para os acionistas , facilitando a veda de ações e proporcionar o alargamento da base de investidores , dar maior viabilidade e pestigio às instituições e aumentar a sua credibilidade junto de fornecedores, clientes e banca internacional


“Atrai o investimento externo, valoriza a poupança e orientação para ativos financeiros em moeda nacional”, salientou Lima Massano.


O responsável do BNA acrescentou que a instituição se tem empenhado no reforço da solidez do seu quadro regulamentar e está a implementar a metodologia de análise e avaliação do supervisor, desenvolvida pela autoridade de supervisão europeia, conhecida pela sigla SREP, que designa um conjunto de procedimentos que visam assegurar que cada instituição financeira dispõe de estratégias, processos, capital e liquidez adequados aos riscos a que está ou poderá vir a estar exposta.


“A implementação desta metodologia vem alterar significativamente a abordagem de supervisão prudencial das instituições financeiras nacionais e tornar o processo mais estruturado consistente, robusto, baseado no risco e virado para o futuro”, realçou Lima Massano.


O BNA tem também em curso um projeto para adoção de Suptech (abreviatura em inglês de Supervisory Technoloy) para obter ganhos de eficiência nos processos de supervisão prudencial através de uma monitorização em tempo real dos riscos micro e macroprudenciais inerentes às instituições financeiras que serão alargados à supervisão comportamental, Central de Risco de Crédito e para o Fundo de Garantia de Depósitos.


 


RCR // PJA


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