09 Agosto 2022, 13:55

Boa governação é a questão mais importante para o futuro de África – Olavo Correia

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Washington, 19 mai 2022 (Lusa) – O vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, defendeu hoje que a boa governação é a questão mais importante para o futuro do continente africano, vincando que as mudanças têm de partir dos africanos.


“As lideranças políticas têm uma responsabilidade adicional de dar o exemplo e ensinar o caminho para o futuro, que é promover a boa governação, um dos principais constrangimentos do desenvolvimento do continente tem a ver com a corrupção e a falta de transparência”, disse o governante cabo-verdiano.


O também ministro das Finanças de Cabo Verde falava num debate de apresentação do livro de três investigadores do Fundo Monetário Internacional (FMI), sobre a importância da boa governação na evolução da África subsaariana, e que foi moderado pela vice-diretora executiva do Fundo, Antoinette M. Sayeh.


“Temos de envolver as instituições internacionais, mas os primeiros responsáveis são os líderes africanos, os chefes de Estado e isto não pode vir de fora, temos de reconhecer que a boa governação é o principal rumo para construir um futuro melhor”, salientou.


Na intervenção, o governante cabo-verdiano destacou algumas medidas que disse terem sido essenciais para que Cabo Verde seja encarado como um dos melhores países na África subsaariana em termos de governação.


Olavo Correia disse que a introdução do sistema integrado de gestão orçamental e financeira, as compras públicas eletrónicas e a declaração de rendimentos dos titulares políticos, antes e depois de ocuparem cargos, foram alguns dos aspetos “que colocaram Cabo Verde na senda dos melhores em matéria de boa governação e transparência”.


Isto a par da lei de bases do Orçamento, que permite que os cidadãos conheçam os planos de investimento das autoridades públicas durante o próximo ano, acrescentou.


“Não há países pobres e países ricos, há países bem governados e países mal governados”, concluiu.



MBA // LFS


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário