05 Dezembro 2022, 10:36

Bolsa de Lisboa em baixa com Jerónimo Martins a cair mais de 11%

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 16 nov 2021 (Lusa) — A bolsa de Lisboa estava hoje em baixa, a inverter a tendência da abertura, com as ações da Jerónimo Martins a caírem 11,08% para 19,21 euros.


Cerca das 08:55 em Lisboa, o principal índice da bolsa, o PSI20, recuava 1,90% para 5.670,09 pontos, com nove ‘papéis’ a descerem, oito a subirem e dois a manterem a cotação (Ibersol em 4,75 euros e Novabase em 5,18 euros).


Hoje, a dona do Pingo Doce anunciou que o segundo maior acionista da Jerónimo Martins, a Asteck, vendeu a participação de 5% que detinha, num comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).


Na nota, a Jerónimo Martins diz ter recebido da Goldman Sachs uma informação a revelar que a Asteck, S.A. acordou vender as 31.464.759 ações que detinha na empresa ao preço de 19,75 por ação, o que corresponde a um total superior a 621 milhões de euros.


Após esta operação, a Asteck, empresa com sede no Luxemburgo e detida por uma ‘holding’ do setor petrolífero, deixa de deter ações da Jerónimo Martins.


Além das ações da Jerónimo Martins, as da Sonae e da EDP eram outras das que mais desciam, estando a desvalorizarem-se 1,71% para 1,03 euros e 0,95% para 4,80 euros, respetivamente.


Os títulos da REN, Navigator e Pharol também recuavam, designadamente 0,54% para 2,54 euros, 0,33% para 3,33 euros e 0,26% para 0,09 euros.


Em sentido contrário, as ações da Semapa, Galp Energia e Mota-Engil eram as que mais se valorizavam, estando a subir 2,14% para 12,40 euros, 1% para 8,91 euros e 0,55% para 1,29 euros.


Na Europa, as principais bolsas negociavam hoje em alta, à espera de uma bateria de indicadores macroeconómicos numa altura de recrudescimento de contágios de covid-19 na Europa e em que alguns países impõem de novo restrições.


Os investidores mantêm-se cautelosos à espera de uma bateria de indicadores macroeconómicos como a estimativa da evolução do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA e da zona euro no terceiro trimestre, a inflação de outubro em Itália e França e a produção industrial e as vendas a retalho nos EUA.


A evolução das vendas a retalho nos EUA é um dado relevante para conhecer o alcance das pressões inflacionistas no consumo norte-americano, referem analistas citados pela Efe.


Também hoje, a Agência Internacional de Energia (AIE) publica o relatório mensal sobre o mercado do petróleo depois da OPEP rever em baixa as previsões para a procura em 2021, em parte devido ao elevado preço do petróleo.


Neste contexto, os mercados também mostram cautela devido ao recrudescimento de contágios de covid-10 e às restrições adotadas em alguns países europeus.


A bolsa de Nova Iorque terminou em baixa na segunda-feira, com o Dow Jones a cair 0,04% para 36.087,45 pontos, contra o máximo desde que foi criado em 1896, de 36.432,22 pontos, registado em 08 de novembro.


O Nasdaq fechou a desvalorizar-se também 0,04% para 15.853,85 pontos, contra o atual máximo, de 15.982,36 pontos em 8 de novembro.


A nível cambial, o euro abriu em baixa no mercado de câmbios de Frankfurt, a cotar-se a 1,1372 dólares, um mínimo desde o início de agosto de 2020, contra 1,1386 dólares na segunda-feira e o atual máximo desde maio de 2018, de 1,2300 dólares, em 05 de janeiro.


O barril de petróleo Brent para entrega em janeiro abriu em alta no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, a cotar-se a 82,80 dólares, contra 82,05 dólares na segunda-feira e 85,65 dólares em 26 de outubro, um máximo desde outubro de 2018 (quando subiu até 86,43 dólares), mas os especialistas não excluem que possa atingir 90 dólares por barril antes do final do ano.


O ‘ouro negro’ tem vindo a subir recentemente devido à possibilidade de a procura aumentar a um ritmo mais rápido do que o nível da oferta nos próximos meses.


As economias em todo o mundo estão a aumentar o consumo de energia na sequência da queda da procura devido à pandemia.




MC (SO) // MSF


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