19 Janeiro 2022, 19:25

Bolsas europeias em alta na véspera de Natal

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

As principais bolsas europeias negociavam hoje em alta na véspera do Natal, numa altura em que os lideres mundiais continuam a impor restrições para conter a propagação da pandemia de covid-19, sobretudo, com a escalada da variante Ómicron.

Pelas 08h31 (hora de Lisboa), o EuroStoxx 600 subia 0,96% para 482,94 pontos.

Já Madrid avançava 1,24%, Frankfurt 1,04%, Milão 0,70% e Londres 0,08%, enquanto Paris recuava 0,04%.

A bolsa de Lisboa, por sua vez, mudou a tendência de abertura, com o principal índice, o PSI20, agora a perder 0,09% para 5.508,33 pontos.

Na quinta-feira, a bolsa de Wall Street encerrou positiva, tendo o índice alargado S&P500 atingido um novo recorde após ganhar 0,62%, mantendo a tendência de crescimento pelo terceiro dia consecutivo.

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em fevereiro encerrou, na quinta-feira, a valorizar-se 2,16% para 76,95 dólares.

Enquanto alguns países continuam a impor restrições ou a avançar na implementação de novas, líderes, como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disseram na terça-feira que as pessoas vacinadas podem reunir-se com os seus familiares no Natal e insistiram que não se repetirão os confinamentos impostos no início da pandemia em 2020.

A União Europeia (UE) e os Estados Unidos comprometeram-se, esta quinta-feira, a doar e distribuir 1,7 mil milhões de doses de vacinas anticovid-19 em todo o mundo até meados de 2022, nomeadamente nos países mais necessitados.

Em final de setembro passado, a UE e os Estados Unidos estabeleceram uma nova parceria, designada Parceria Global de Vacinação, para atingir uma taxa global de vacinação anticovid-19 de 70% até setembro de 2022, aquando da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Altos funcionários da Comissão Europeia reuniram-se, na quinta-feira, com homólogos da Casa Branca e do Governo dos Estados Unidos para fazer um ponto de situação sobre essa iniciativa, tendo-se comprometido com “esforços contínuos para doar e entregar mais de 1,7 mil milhões de doses de vacina em todo o mundo até meados de 2022”, informou o executivo comunitário em comunicado.

A covid-19 provocou mais de 5,37 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.

Uma nova variante, a Ómicron, classificada como preocupante pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foi detetada na África Austral, mas desde que as autoridades sanitárias sul-africanas deram o alerta, a 24 de novembro, foram notificadas infeções em pelo menos 89 países de todos os continentes, incluindo Portugal.

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