16 Agosto 2022, 20:43

Bolsonaro promete às industrias um Ministério caso vença as eleições

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Brasília, 29 jun 2022 (Lusa) – O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, ofereceu hoje um Ministério aos industriais do país caso vença as eleições presidências agendas para outubro


Bolsonaro participou hoje num evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e defendeu a administração que iniciou em Janeiro de 2019, a qual, assegurou, teria sido “diferente” se não fosse a pandemia e a invasão russa da Ucrânia.


A estes dois fatores atribuiu a elevada inflação, de 12% ao ano, e o fraco desempenho da economia brasileira, que caiu 3,9% em 2020 devido à crise sanitária e avançou 4,6% em 2021, enquanto se espera que o crescimento este ano seja de cerca de 1%.


Bolsonaro insistiu que a “política de ficar em casa e fechar tudo” durante a pior fase da pandemia agravou a situação económica e reiterou a sua queixa contra os governadores que promoveram esta paralisia de atividades para conter o avanço da covid-19.


“Sempre disse que tínhamos de cuidar da saúde, mas também da economia, e há as consequências”, disse, sem se referir aos quase 670.000 brasileiros que morreram devido À covid-19.


Sustentou também que o país, apesar destas dificuldades, “vai de força em força” e assegurou que “todos querem fazer negócios” com o Brasil, sobretudo porque é uma “garantia” de “segurança alimentar mundial” devido ao seu estatuto de potência agrícola.


Questionado sobre a falta de uma política industrial no seu Governo, que em 2019 eliminou o então Ministério da Indústria e reduziu-o a um secretariado, Bolsonaro prometeu aos empresários que iria recriar esse gabinete no caso de ser reeleito em Outubro.


“A política industrial virá de si”, que também poderá “escolher o ministro”, declarou, embora sem esclarecer porque é que o ministério foi eliminado na altura.


Para além das questões próprias do setor, Bolsonaro voltou-se para questões claramente ideológicas e avisou os empresários sobre uma possível vitória nas eleições de Lula da Silva, que segundo as sondagens está 15 pontos percentuais à sua frente e ganharia as eleições com quase 50% dos votos.


“A América do Sul está a tornar-se uma região vermelha. Veja o que está a acontecer na Venezuela, na nossa amada Argentina, no Chile, que costumava ser um país confortável. A Colômbia agora também, e o Brasil sob a ameaça de ir para algo que não funcionava em qualquer parte do mundo”, disse.



MIM // RBF


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