08 Outubro 2022, 17:56

Bombardeada cidade da central nuclear de Zaporijia

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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A cidade ucraniana onde se situa a central nuclear de Zaporijia foi hoje bombardeada, horas após a divulgação de um relatório da agência nuclear da ONU pedindo uma “zona de segurança” em torno do local controlado pelos russos.

“Neste momento, há explosões na cidade de Energodar (no sudeste da Ucrânia). As provocações continuam. Há bombardeamentos a ser levados a cabo pelos ocupantes”, indicou na plataforma digital Telegram o presidente da câmara pró-Kiev no exílio, Dmytro Orlov, instando a população da cidade de 50.000 habitantes antes da guerra a “manter-se nos seus abrigos” para se proteger, segundo a agência UNIAN.

Citado pela agência russa TASS, Vladimir Rogov, membro da administração da ocupação pró-russa da região de Zaporijia, rejeitou estas afirmações e afirmou, por sua vez, que se tratara de “um bombardeamento das Forças Armadas ucranianas” que tinha resultado “no segundo corte da eletricidade” no mesmo dia em Energodar.

“É possível que haja mais ataques”, declararam os responsáveis pela ocupação russa do local.

Os bombardeamentos da zona da central de Zaporijia, a maior da Europa, ocorreram algumas horas após a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), que fez uma avaliação do estado das instalações, ter divulgado o seu relatório apelando para a criação de um perímetro de segurança em volta da central, situada perto da linha da frente, para impedir um desastre nuclear, classificando a atual situação como “insustentável”.

Há várias semanas que as instalações da grande central nuclear de Zaporijia e os seus arredores, em Energodar, são bombardeados, rejeitando Kiev e Moscovo a responsabilidade de tais ataques e culpando-se mutuamente da escalada dos combates naquela zona

Especialistas da agência especializada da ONU visitaram na semana passada a central e viram ‘in situ’ sinais de ataques anteriores.

O chefe da administração presidencial ucraniana, Andriï Iermak, afirmou na rede social Twitter que “as provocações russas em Energodar, à volta das instalações da central nuclear, não estão a funcionar”.

“Deve ser dada uma resposta forte a estas manipulações [russas que querem dizer] ‘levantem as sanções — terão gás'”, defendeu.

 

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