13 Maio 2022, 08:40

Borrell defende envio de armas e pede que europeus não sejam tão “inocentes”

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Madrid, 09 mai 2022 (Lusa) — Os europeus não devem ser tão “inocentes” e ignorar os perigos que ameaçam a Europa, alertou hoje o Alto Representante da União Europeia (UE) para a Política Externa, Josep Borrell, que defendeu o envio de armas para a Ucrânia.


Borrell participou, através de um vídeo, num ato institucional do Senado espanhol para assinalar o Dia da Europa, onde defendeu a manutenção do apoio militar à Ucrânia, face à invasão russa.


O chefe da diplomacia europeia apontou que não compreende os que defendem que a Ucrânia não deve receber armamento porque isso prolongará a guerra.


“O que é que eles querem? Que a Ucrânia se renda, que se renda à Rússia? Que a Rússia faça com ela o que quiser?”, questionou o diplomata europeu.


No seguimento do seu raciocínio, Borrell lembrou que num mundo em que “quase tudo se torna uma arma”, incluindo a imigração, os europeus não podem ser tão “inocentes”.


“[Os europeus] devem estar cientes de que o mundo em que vivemos é um mundo perigoso e se dentro da Europa construímos a paz, fora dela a paz não é o estado natural das coisas”, sublinhou, citado pela agência EFE.


“Não podemos fazer como a avestruz. Temos de ter consciência do mundo em que vivemos”, acrescentou.


O diplomata espanhol salientou que é necessário reforçar as capacidades militares, ainda que sem “aumentar os gastos militares de cada país”, porque isso “seria um desperdício”.


Borrell pediu uma melhor utilização dos fundos pelos países, seguindo as diretrizes propostas por Bruxelas.


Os europeus devem ainda fazer um esforço para que o seu modelo “sobreviva” ao mundo e que para o conseguir devem “unir-se mais”, referiu.


“Só a união nos permitirá sobreviver”, concluiu.


A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.


A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de 5,5 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.


 


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