05 Outubro 2022, 22:35

BPP: Rendeiro detido numa esquadra a cinco quilómetros do hotel onde foi apanhado

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Durban, África do Sul, 12 dez 2021 (Lusa) – O ex-banqueiro João Rendeiro está detido na esquadra de polícia de North Durban, a cinco quilómetros do hotel onde foi intercetado no sábado, disse hoje à agência Lusa fonte das autoridades sul-africanas.


O ex-presidente do extinto Banco Privado Português (BPP) vai ali passar a próxima noite até ser ouvido por um juiz na segunda-feira de manhã num tribunal na cidade costeira, o Verulam Magistrates Court, previsivelmente entre as 09:00 e as 16:00 (hora local, mais duas horas do que em Lisboa).


As autoridades sul-africanas corrigiram a informação anteriormente avançada de que João Rendeiro seria ouvido no Magistrates Court, no centro da cidade de Durban.


No esquadra de North Durban, com dois agentes à porta de entrada, a polícia remete qualquer informação sobre o banqueiro português para os serviços provinciais daquela força de segurança a partir de segunda-feira de manhã.


A esquadra, localizada no meio de um bairro residencial com várias mansões, começa a centrar atenções de jornalistas, mas a polícia tem pedido que não haja filmagens nas proximidades.


No sábado, em conferência de imprensa, o diretor nacional da PJ, Luís Neves, revelou que João Rendeiro foi detido às 07:00 locais (05:00 em Lisboa) na República da África do Sul, onde chegou no dia 18 de setembro, adiantando que o ex-banqueiro reagiu com surpresa à detenção “porque não estava à espera”.


O objetivo agora é “decretar o cumprimento da prisão” do ex-banqueiro, disse então Luís Neves, adiantando que o ex-banqueiro seria presente a tribunal nas próximas 48 horas.


Questionado sobre quando deverá entrar em Portugal, o diretor nacional da PJ afirmou que “esse é um assunto que agora compete às autoridades judiciais da República da África do Sul”.


João Rendeiro, que em 28 de setembro foi condenado a três anos e seis meses de prisão efetiva, num processo por crimes de burla qualificada, estava no estrangeiro e em parte incerta, fugido à justiça.



LFO (HN) // CSJ


Lusa/fim

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