04 Dezembro 2021, 10:32

Bundesbank prevê aumento da inflação na Alemanha no 4.º trimestre devido à descida do IVA em 2020

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Frankfurt, Alemanha, 25 out 2021 (Lusa) – O Bundesbank prevê um aumento da inflação na Alemanha no último trimestre do ano porque o Governo alemão baixou o IVA no ano passado para impulsionar o consumo durante a pandemia e aumentou-o novamente este ano.


No boletim mensal de outubro, publicado hoje, os economistas do banco central alemão preveem que a inflação voltará a descer no próximo ano.


Os economistas recordam que a inflação homóloga na Alemanha era de 3,4% em agosto e subiu para 4,1% em setembro.


“De um modo geral, a taxa de inflação poderá aumentar ainda mais antes de diminuir no próximo ano”, de acordo com os economistas do Bundesbank.


A razão, entre outras, é um efeito de base porque no ano passado o Governo alemão baixou temporariamente o IVA no segundo semestre de 2020 para impulsionar o consumo e o crescimento económico.


Como a taxa de inflação dá a variação do índice de preços no consumidor em relação ao ano anterior, é agora mais alta porque se compara com os preços do ano passado, que foram mais baixos devido à redução do IVA.


Os economistas do Bundesbank também sublinham que além da descida do IVA, foi reduzido um efeito estatístico pontual, que tinha travado a subida dos preços.


Trata-se de um forte ajustamento de algumas componentes do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) devido à pandemia.


Estas componentes foram ajustadas para 2021 aos padrões de consumo do ano anterior.


Por exemplo, as viagens organizadas tiveram menos peso no IHPC em 2020, pelo que a sua ponderação foi reduzida na viragem do ano e também abrandou um pouco a inflação em outubro, mas em novembro deverá ter um efeito ascendente.


Os preços de alguns produtos e serviços subiram mais do que outros.


Por exemplo, os preços dos alimentos quase não mudaram em setembro, segundo os economistas do Bundesbank.


Os serviços têm sido apenas ligeiramente mais caros devido à queda acentuada dos preços dos serviços de transporte.


Mas os bens industriais, excluindo vestuário e calçado, tornaram-se muito mais caros devido ao aumento dos preços da energia, na sequência do aumento do preço do petróleo, que aumentou 6% em setembro face ao mês anterior.


Os economistas do Bundesbank preveem que “o forte aumento dos preços do gás natural no mercado à vista refletir-se-á nos preços ao consumidor no próximo ano”.



MC // EA


Lusa/Fim

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