05 Fevereiro 2023, 17:06

Cabo Verde e Nações Unidas avaliam positivamente último programa de cooperação

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Praia, 07 dez 2022 (Lusa) — As Nações Unidas e Cabo Verde avaliaram hoje positivamente a implementação do último programa de cooperação, que mobilizou cerca de 95 milhões de dólares e ajudou o país a melhorar vários aspetos, com destaque para o capital humano.


“Estamos a fechar o Quadro de Cooperação das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (UNDAF – 2018-2022) com muito sucesso, a mobilização de recursos foi por volta de 95 milhões de dólares (90,5 milhões de euros)”, disse a coordenadora residente interina do Sistema das Nações Unidas, Ana Touza, à margem de uma reunião do comité de pilotagem do programa em Cabo Verde.


Além dos fundos, a responsável referiu que no quadro do programa as Nações Unidas mobilizaram muita assistência técnica nas mais diversas áreas de conhecimento, em tudo que tem a ver com o desenvolvimento.


“E acho que isso é o valor acrescentado das Nações Unidas em Cabo Verde”, frisou, indicando que houve uma mobilização especial de recursos para ajudar o país a fazer face à pandemia da covid-19 e também à crise de segurança alimentar provocada pela guerra na Ucrânia.


“Conhecimentos e fundos para ajudar Cabo Verde a sair rapidamente das crises”, salientou.


A secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Miryan Vieira, também fez um “balanço positivo” do quadro de cooperação quinquenal que agora termina, lembrando que as Nações Unidas têm apoiado o país desde os primórdios da independência para a formulação de políticas para o desenvolvimento, mormente na redução das vulnerabilidades.


Nos últimos cinco anos, a porta-voz do Governo cabo-verdiano referiu que o programa ajudou o país a reforçar o capital humano, que continua a ser uma das áreas prioritárias para o próximo quadro de cooperação (2023-2027).


Miryan Vieira enumerou ainda várias ações que foram realizadas para criar estruturas que possam permitir ao país ter um desenvolvimento sustentável, sobretudo na componente ambiental, não fosse Cabo Verde um dos mais afetados pelas mudanças climáticas.


“E as Nações Unidas souberam ajudar e traçar com o Governo ações que visam mitigar os impactos, os efeitos das alterações climáticas”, deu conta a secretária de Estado.


Quanto ao próximo programa de cooperação (2023 — 2027), que foi assinado em outubro e que começa a ser implementado em 01 de janeiro, a coordenadora residente interina disse que as “perspetivas são boas” e boa parte dos cerca de 115 milhões de dólares (109,5 milhões de euros) já está a ser mobilizado.


“Há uma grande cooperação, investimentos nas áreas de política, muito esforço na parte ambiental, saúde, inclusão social, grande esforço sobretudo para melhorar as condições da população mais vulnerável”, projetou Ana Touza, referindo que uma das prioridades do próximo quadro é diminuir a pobreza absoluta e erradicar a pobreza extrema até 2026.


“Isso tem que ser um compromisso moral de todos nós e as Nações Unidas estão comprometidas ao máximo com Cabo Verde”, garantiu a mesma responsável.


Para a secretária de Estado, essa meta é factível, há vontade política do Governo, que espera continuar a contar não só com o apoio das Nações Unidas, mas também de outros parceiros de desenvolvimento.


A reunião do comité de pilotagem tem como objetivo principal apresentar os principais resultados da implementação do Plano de Trabalho Conjunto referente ao ano de 2022, assinado entre o Governo de Cabo Verde e o Sistema das Nações em inícios deste ano.


Além dos chefes de Agências e Equipas das Nações Unidas em Cabo Verde, a reunião conta com a presença de membros do comité de pilotagem, representando o poder central e local, a sociedade civil e setor privado.



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