02 Julho 2022, 10:55

Cabo Verde pede apoio do Banco Mundial a programa sobre alterações climáticas

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Praia, 24 mar 2022 (Lusa) – Cabo Verde pediu hoje o apoio do Banco Mundial para um programa de apoio sobre alterações climáticas, anunciou hoje o vice-primeiro-ministro cabo-verdiano, após reunião com o vice-presidente para África ocidental e central, Ousmane Diagana.


“Na reunião desta manhã abordámos a possibilidade de se avançar com um programa relacionado às alterações climáticas”, disse Olavo Correia, que é também ministro das Finanças, depois de receber Ousmane Diagana na Praia.


Cabo Verde enfrenta uma profunda crise económica devido à quebra na procura turística provocada pela pandemia de covid-19, mas está também a entrar no quarto ano consecutivo de seca, considerada pelas autoridades cabo-verdianas como uma das mais severas da história do arquipélago.


Para Olavo Correia, Ousmane Diagana tem sido “um grande amigo de Cabo Verde” e ao longo do seu mandato tem apontado o arquipélago como “um exemplo em melhores práticas em termos de execução da carteira de projetos do Banco Mundial, sobretudo na implementação de políticas em África”.


“Essa boa relação tem permitido ao país aumentar o financiamento do banco em Cabo Verde”, afirmou.


Segundo informação da instituição, o Banco Mundial é “um dos parceiros estratégicos de desenvolvimento de Cabo Verde”, tendo atualmente 11 projetos em execução no país, nas áreas do turismo, educação e desenvolvimento de competências, transportes, inclusão social, energia, economia digital, saúde, setor empresarial e acesso ao financiamento de micro e pequenas empresas, totalizando 223 milhões de dólares (203 milhões de euros).


De acordo com Olavo Correia, esta missão representa “um grande desafio”, tendo em conta que decorre nas vésperas das reuniões anuais em Washington do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, de 18 a 24 de abril.


“Demonstrou o engajamento do Banco Mundial na execução da agenda de reforma do país para dinamizar o setor privado e aumentar a diversificação da economia, com foco na eliminação da pobreza. Neste momento, é muito importante que possamos continuar com o suporte dos nossos parceiros para garantir a proteção social e evitar o agravamento do quadro da pobreza”, enfatizou Olavo Correia.


Natural da Mauritânia, Ousmane Diagana, que termina na sexta-feira uma visita de três dias a Cabo Verde, é vice-presidente do Banco Mundial para a África Ocidental e Central, funções em que coordena as relações da instituição com 22 países, gerindo um portefólio de projetos, assistência técnica e recursos financeiros superior 40 mil milhões de dólares (36,4 mil milhões de euros).


Uma informação da instituição refere que esta vista pretende “reforçar a cooperação entre o Grupo Banco Mundial e o Governo de Cabo Verde”, mas também “conhecer as razões” que levam a que o arquipélago “seja considerado um campeão da vacinação contra a covid-19 em África” e para “reafirmar o compromisso de apoio na recuperação e relançamento da economia” cabo-verdiana no período pós-pandemia.


“A visita surge numa altura em que o Banco Mundial acaba de finalizar a sua estratégia para a África Ocidental e Central, cujos quatro grandes objetivos são: estabelecer um novo contrato social entre os cidadãos e o Estado, trabalhar para mais e melhores empregos, reforçar o capital humano e melhorar a resiliência climática”, refere a informação do Banco Mundial enviada à Lusa.



PVJ // JH


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário