07 Agosto 2022, 18:23

Câmara avança para compra de 450 casas destinadas a arrendamento acessível

© AMÂNDIA QUEIRÓS | MUNDO ATUAL
Susana Faria Administrator

A Câmara de Gaia anunciou hoje, em reunião camarária, que vai avançar para a compra de 450 casas destinadas ao arrendamento a preços acessíveis, num investimento de 35 milhões de euros.

“A proposta vai ainda a Assembleia Municipal, na quinta-feira, para serem aprovadas alterações feitas nos critérios e depois disso vem à próxima reunião de Câmara. O concurso será lançado em Diário da República e durante 60 dias estarão abertas as candidaturas”, explicou o presidente da autarquia.

São cerca de 450 casas com preços de arrendamento acessíveis, destinadas a jovens e classes médias, que fazem parte do Programa de Estratégia local de habitação de Gaia.

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“Os 35 milhões correspondem à primeira parcela de um total de 143 milhões que assinámos com o Governo”, esclareceu Eduardo Vítor Rodrigues.

“Esperamos uma boa reação por parte mercado. Não são poucas as oportunidades que estamos a impulsionar aos bancos de se verem livres de prédios que ficaram parados a meio. Compramos a «cheque na mão», compra direta, e não a 20 anos. Estamos a falar de rendas com muito interesse”, sublinhou.

Estarão disponíveis três tipos de fogos, prevendo-se que um T1 ronde os 200 euros, um T2 250 euros e um T3 300/350 euros.

“Já comecei a sentir todo o combate ideológico da moda que é a ideia de que vamos dar habitações a pessoas a usufruir do rendimento mínimo. As habitações destinam-se a jovens e classes médias”, frisou o presidente.

Câmara reforça mesas de voto

Depois do anúncio de que todos os membros das mesas de voto das eleições legislativas, agendadas para 30 de janeiro, vão ser testados, Eduardo Vítor Rodrigues revelou que haverá também mais mesas de voto.

“Vamos ter cerca de 300 mesas com cinco membros em cada. Só no dia 30, teremos 1500 pessoas. Todas as mesas de voto têm de ter um mínimo de 750 eleitores para evitar filas. Para além disso, temos os votantes em mobilidade e lares de idosos”, informou.

Para as eleições que estão a ser preparadas desde dezembro, a única dúvida, segundo o presidente, é como vai decorrer o processo de votação para os isolados, havendo já duas hipóteses a ter em conta.

“Aparentemente hoje há uma indicação no sentido de haver uma mancha horária específica para isolados, mas tenho dúvidas que isto vá acontecer. Estamos a preparar-nos para essa hipótese e para a hipótese de irmos a casa das pessoas recolher os votos”, concluiu.

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