24 Novembro 2022, 22:55

Câmara de Esposende proíbe acesso à zona da derrocada, oito famílias realojadas

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Esposende, Braga, 24 nov 2022 (Lusa) — A Câmara de Esposende decidiu proibir o acesso à zona da freguesia de Palmeira de Faro afetada por um deslizamento de terras, o que implica o realojamento das oito famílias que ali vivem, foi hoje anunciado.


Em comunicado, a Câmara refere que hoje mesmo foi decretada situação de alerta de âmbito municipal para aquela zona da freguesia, concretamente para a Rua Artur Barros Lima, entre os lotes 06 e o 14.


A situação de alerta tem efeitos a partir das 20:00 de hoje.


Um deslizamento de terras e pedras de grandes dimensões na madrugada de quinta-feira atingiu uma habitação em Palmeira de Faro, matando um casal de namorados, ele e ela com 22 anos.


Na habitação encontravam-se mais quatro pessoas, entre as quais um bebé de dois anos, que escaparam ilesas.


O município diz ter diligenciado no sentido do realojamento das oito famílias que agora ficam proibidas de entrar nas suas habitações.


Duas famílias, num total de 14 membros (sete adultos e sete crianças) ficarão instaladas em alojamentos providenciados pelo município, enquanto as restantes seis famílias (10 adultos e 4 crianças) ficarão alojadas em casa de familiares e amigos.


Decorrente da situação de alerta municipal, e no sentido de aferir as condições de segurança e sustentabilidade dos terrenos da área afetada, o município entendeu ainda avançar com a realização de um estudo geotécnico, a desenvolver por técnicos da Universidade do Minho.


“Só após esse trabalho, cujo prazo não é ainda possível determinar, será possível definir os eventuais passos que se seguirão, nomeadamente o regresso das pessoas às suas habitações”, lê-se ainda no comunicado.


O município adianta que, após o deslizamento de terras, “tem estado, desde a primeira hora”, a acompanhar a situação, garantindo apoio às pessoas afetadas, nomeadamente disponibilizando apoio psicológico aos familiares das vítimas e aos moradores das habitações contíguas e assegurando o seu realojamento.


Sublinha que a habitação afetada se encontra licenciada e dispõe de autorização de utilização, sendo que o processo de licenciamento, datado de 1994, “decorreu com normalidade”.


“Face ao exposto, torna-se prematuro e especulativo tecer quaisquer outras considerações sobre o assunto, que, como é público, está sob alçada das entidades competentes”, remata.



VCP // RBF


Lusa/Fim

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