23 Janeiro 2022, 12:47

Câmara de Gondomar aprova orçamento de 126,8 ME para 2022

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A Câmara de Gondomar aprovou ontem, com os votos contra do PSD e da CDU, o orçamento e Grandes Opções do Plano (GOP) para 2022, de 126,8 milhões de euros, mais 2,8M milhões que em 2021.

O presidente da câmara, o socialista Marco Martins, identificou à Lusa como a maior fatia do documento aprovado “os 30 milhões de euros para recursos humanos que derivam, também, da transferência de competências na área da Educação”, explicando que a autarquia passa a ter responsabilidades ao nível do ensino secundário.

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Ainda no domínio da transferência de competências, o autarca acrescentou que, no caso das juntas de freguesia, “vai aumentar em meio milhão de euros” a verba transferida.

Marco Martins apontou também “aumentos na área da Ação Social” no âmbito da pandemia, no sentido de a câmara promover “mais alimentação e mais habitação” para a população carenciada do concelho do distrito do Porto.

Para o serviço da dívida, assinalou o autarca, “estão previstos sete milhões de euros” e também um investimento na ordem dos “22 milhões de euros em escolas, parques e arruamentos” bem como “15 milhões de euros para o arranque da estratégia local de habitação”.

Porta-voz da coligação “Gondomar nas tuas mãos”, Jorge Ascenção explicou à Lusa que o voto contra “deveu-se, em primeiro lugar, ao facto de o documento com 140 páginas só lhes ter chegado com dois dias de antecedência, acompanhado de mais 16 documentos, alguns deles também importantes” e que, ao fazê-lo, “o PS não pretendeu o debate democrático”.

“Não tivemos tempo para dar a atenção devida ao documento, além de que há informação nele que não está clara, havendo documentos que variam para cima e para baixo em milhões de euros e, depois, não há justificação”, acrescentou o autarca.

O autarca disse ainda esperar que na próxima, o PS respeite a “ética democrática” e envie com tempo a documentação “para ser analisada conforme merece”.

A vereadora Cristina Coelho lamentou à Lusa que os contributos da CDU para as GOP e orçamento “não tenham sido acolhidos” e insistiu que “o documento deveria ter uma discussão prévia e só depois ser votado”, começando aqui as razões para o voto contra hoje.

“Não há uma discussão séria do que se quer para o concelho”, analisou a autarca, que denunciou “verbas importantes alocadas a construções que não são identificadas no documento” e uma prática fiscal do executivo “que continua a onerar muito os cidadãos”.

Segundo Cristina Coelho, no essencial, o documento “fica muito aquém do esperado” e, além disso, quer “no orçamento quer no GOP não são apresentadas soluções para os problemas do concelho ou como vai ser resolvida a questão do preço da água”.

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