06 Dezembro 2022, 20:36

Câmara do Porto investe 6ME para produzir “energia limpa” nos bairros municipais

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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A Câmara do Porto vai usar os telhados dos bairros municipais para produzir “energia limpa”, investindo cerca de seis milhões de euros para reduzir a fatura de energia e mitigar a pobreza energética, revelou hoje o presidente.

“O município vai produzir 6 megawatts (MW) de energia limpa nos telhados do parque habitacional municipal e potenciar o seu uso pelas quase 30.000 pessoas que aí vivem, apoiando a redução da sua fatura energética e mitigando a pobreza energética no território, num investimento estimado de seis milhões de euros”, adiantou o presidente da câmara, Rui Moreira, durante o lançamento da iniciativa Pacto do Porto para o Clima.

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Além desta medida, que será implementada no âmbito do Pacto do Porto para o Clima, o autarca independente anunciou que o município vai também preparar um plano de incentivo à instalação de painéis fotovoltaicos em edifícios particulares que se irá materializar “através da redução do valor do IMI [Imposto Municipal sobre Imóveis] a pagar pelos proprietários, num total de oito milhões de euros até 2030”.

O objetivo é “apoiar a transição energética de cerca de 2000 instalações que correspondem a uma estimativa de produção de energia renovável de 23 megawatts (MW)”.

No decorrer da iniciativa, o Porto vai também intervir no “apoio e dinamização” de novas comunidades de energia renovável, na eletrificação da frota da Sociedade de Transportes Coletiva do Porto (STCP), e no metrobus (Bus Rapid Transport), serviço que, segundo Rui Moreira, será “executado através de 12 autocarros movidos a hidrogénio verde que será produzido no Porto”.

Nos próximos meses, a autarquia pretende também substituir mais de 26 mil luminárias na cidade para LED, atingindo a totalidade da iluminação pública.

Na sessão, em que marcaram presença vários representantes das 183 entidades subscritoras do Pacto do Porto para o Clima e também o ministro do Ambiente e Ação Climática, o presidente da câmara apelou a que o Governo “desburocratizasse” os processos relacionados com as comunidades de energia renováveis e instalação de painéis fotovoltaicos.

“Em múltiplas matérias estamos numa corrida contra o tempo e a simplificação dos procedimentos é vital neste desígnio. A ambição é muito relevante, mas precisamos de todos os instrumentos e linhas de financiamento orientadas à sua real concretização”, destacou o autarca independente.

Presente na sessão, o ministro do Ambiente e Ação Climática, Duarte Cordeiro, considerou que a iniciativa é um “exemplo” que o município do Porto dá ao país, destacando a capacidade do Pacto do Porto para o Clima agregar “todos os agentes da cidade em torno de objetivos ambientais”.

Neste momento, o Pacto do Porto para o Clima, iniciativa liderada pelo município, conta com 183 subscritores, entre os quais se destacam empresas, instituições e outras entidades em áreas tão diversas como a universidade, telecomunicações, construção, indústria, desporto, justiça, educação, ciências, saúde e cultura.

Entre os subscritores destacam-se a Altice, Bial, Boavista Futebol Clube, Centro Hospitalar Universitário do Porto, Centro Hospitalar Universitário São João, EDP, Federação Académica do Porto, Futebol Clube do Porto, GALP, Jerónimo Martins, Museu Soares dos Reis, NOS, Politécnico do Porto, Santa Casa da Misericórdia do Porto, Serralves, SONAE, STCP e Universidade do Porto.

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