08 Setembro 2022, 21:51

Candidatos ao lugar de PM do Reino Unido prometem mais escrutínio na Escócia

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Edimburgo, Reino Unido, 16 ago 2022 (Lusa) — Os candidatos a suceder a Boris Johnson como primeiro-ministro britânico, Liz Truss e Rishi Sunak, visitaram hoje a Escócia procurando o apoio dos eleitores unionistas, com a promessa de um maior escrutínio ao governo regional independentista.


Na cidade de Perth, com uma longa tradição conservadora até às últimas eleições autárquicas de maio, nas quais o Partido Nacional Escocês (SNP) arrebatou a sua hegemonia, Truss, favorita a vencer as primárias do Partido Conservador, indicou que exigirá maior transparência ao Executivo escocês, se entrar em Downing Street.


Truss criticou o foco da chefe do governo escocês, Nicola Sturgeon, em promover a “divisão constitucional” em vez de prioridades sociais.


“Vou garantir que o meu Governo faz tudo o que for necessário para responsabilizar os representantes eleitos por não prestarem serviços públicos de qualidade, nomeadamente na saúde e na educação, que os escoceses merecem”, afirmou.


O outro candidato ao cargo de primeiro-ministro, Rishi Sunak, prometeu que, como chefe do executivo, iria forçar o secretário permanente do Governo escocês, o mais alto funcionário da administração autónoma, a comparecer anualmente perante Westminster, em Londres.


“Durante demasiado tempo, o Partido Nacional Escocês conseguiu esconder as suas falhas ao escolher e selecionar os dados que publica. Mudaria isso, garantindo que o Governo escocês é responsável e garantindo que os nossos serviços públicos sejam melhor geridos”, prometeu.


“O futuro do Reino Unido é brilhante, mas a nossa união tem de trabalhar em conjunto, todas as nações ombro a ombro, para o conseguir”, acrescentou.


Sturgeon pretende realizar um novo referendo sobre a independência, em outubro do próximo ano.


A consulta precisa da autorização do governo central, algo que o primeiro-ministro cessante, Boris Johnson, negou, considerando que “não é o momento” para outra consulta, depois de em 2014 os escoceses terem votado a favor da permanência no Reino Unido.


Tal como previsto na Lei da Escócia de 1998, que rege as relações entre Londres e Edimburgo, é a Câmara dos Comuns que pode legislar sobre o futuro da união.


A legalidade de Sturgeon convocar a consulta sem o governo de Londres será avaliada pelo Supremo Tribunal britânico nos dias 11 e 12 de outubro.



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