20 Setembro 2021, 06:25

CDU formaliza candidatura ao Porto criticando gestão da especulação imobiliária

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LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

A vereadora da CDU na Câmara do Porto, Ilda Figueiredo, formalizou hoje a sua candidatura, tendo assumido como compromisso a defesa da cidade e do seu património contra a especulação imobiliária, que Rui Moreira não soube tratar a tempo.

“A famigerada lei Cristas do CDS foi responsável por muito despejos de famílias, mas a especulação imobiliária, que a Câmara não soube tratar a tempo, teve aqui um importante papel”, afirmou, em declarações aos jornalistas, junto ao Palácio da Justiça.

Tendo como visão de futuro a construção de uma cidade mais “inclusiva”, onde a prioridade são as pessoas, a atual vereadora da coligação PCP/PEV e cabeça-de-lista à Câmara do Porto deixou claro que o projeto da CDU preconiza uma aposta clara na habitação.

“Nós queremos, por isso, não só travar esta situação, como construir uma cidade que dê prioridade às pessoas com mais habitação de qualidade com habitação para as pessoas mais 3.000 famílias que precisam de uma habitação digna”, afirmou, reiterando o compromisso de construir uma “cidade mais sustentável e mais amiga das pessoas”.

Por outro lado, a economista que se fez acompanhar, entre outros, por Rui Sá, candidato à Assembleia Municipal, considera que é também preciso criar respostas ao nível dos programas de ocupação de tempos livros, da cultura e do desporto, que “sejam permanentes e não apenas temporários” e que cubram toda a cidade e não apenas “quem tem dinheiro.

“A CDU vai-se bater por tudo isto como tem feito, como fez ao longo deste mandato com os programas dirigidos ao associativismo popular, dirigidos às famílias, às crianças, à habitação, às alterações do regulamento municipal e da matriz [de acesso à habitação social], enfim, com toda uma intervenção permanente também, na área da cultura e do desporto”, declarou.

Ilda Figueiredo reclamou ainda como prioridade a criação de mais equipamentos de proximidade, nomeadamente nos bairros sociais.

“Nós precisamos que nos nossos bairros municipais haja mais equipamentos de qualidade e não há. Que as obras deem resposta aos problemas dos moradores e não estão a dar”, disse.

Para a atual vereadora sem pelouro, o “ótimo para o Porto seria ter uma presidência da CDU”, contudo, e apesar de esta não ser uma perspetiva realista, a coligação não deixa de ter um programa que “demonstra que a cidade seria muito melhor se a CDU estivesse na presidência”.

Nas autárquicas de 2021, a CDU apresenta um total de 282 candidatos entre órgão municipais – Câmara, Assembleia Municipal e Assembleia de Freguesia, concorrendo às sete freguesias do concelho.

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