24 Dezembro 2022, 23:03

CDU Gaia vota contra criação de autocarro anfíbio do Douro

Na Assembleia Municipal de Gaia foi debatido o lançamento de um concurso público para a criação de uma ligação fluvial entre Crestuma e General Torres por viatura anfíbia, tendo a CDU votado contra, alegando que o proposto não servirá as populações, mas apenas os interesses turísticos.

É de ressalvar que uma das propostas eleitorais da CDU foi a criação de um serviço de transporte coletivo público fluvial. Esta proposta tinha como objetivo servir as populações do interior do concelho nas suas ligações ao centro de Gaia e ao Porto, que são muito longas, demoradas e com reduzida oferta.

Já o PS é a favor da criação do autocarro anfíbio, mas o que propõe não é uma ligação para servir vários núcleos populacionais (Crestuma, Arnelas, Avintes, Oliveira do Douro, e até pontos ribeirinhos de Gondomar). O PS é a favor da utilização do autocarro para um trajeto de tipo lúdico que levará mais de uma hora a ligar, unicamente, Crestuma ao apeadeiro de General Torres, com regresso rápido por terra.

Por sua vez, a CDU rejeitou esta proposta, porque irá “colidir com a existência do Estaleiro de Rabelos, por se pretender fazer naquele local a rampa de saída do rio”.

A CDU apresentou também moção que visa a preservação da existência do último Estaleiro de barcos Rabelos em madeira, no sentido também de conservar a memória, o património histórico e a identidade cultural de Gaia. A moção foi recusada pelos votos do PS.

Na Assembleia foi ainda aprovada por maioria, apenas com a abstenção de CDS e PS, uma proposta apresentada pela CDU para a manutenção de 1.500 postos de trabalho na Refinaria de Leça da Palmeira, que a GALP anunciou pretender encerrar, apesar de em 2020, já durante o surto pandémico, ter distribuído 550 milhões de euros aos acionistas.

A CDU salientou as preocupações não apenas com os despedimentos, mas também com as consequências do encerramento para toda a região, recordando que a vasta gama de produtos ali oferecida abastece muitas empresas de Gaia, que passariam a ter de os importar com custos acrescidos.

 

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