04 Julho 2022, 04:12

Centro Europeu de Controlo de Doenças e OMS não recomendam rastreio à tuberculose a refugiados ucranianos

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Redação, 07 abr 2022 (Lusa) — O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) para a Europa informaram hoje não recomendar testes e rastreios universais de tuberculose aos refugiados que fogem da guerra na Ucrânia.


Numa nota conjunta, dirigida a decisores da área da saúde e acolhimento, as duas entidades concluem que “não é recomendado o teste universal da infeção por tuberculose dos refugiados provenientes da Ucrânia”.


Grupos específicos, como contactos de casos confirmados, ou pessoas imunodeprimidas, devem, contudo, ser considerados para os testes de infeção por tuberculose, adianta a nota divulgada pelo ECDC.


Ainda que não seja recomendado o rastreio universal da doença, ele pode ser, no entanto, considerado para certos grupos de risco, como pessoas com sida ou contactos de pacientes com tuberculose.


A Ucrânia é um dos países de prioridade alta da OMS-Europa em termos de tuberculose e um dos nove países do mundo em pior situação em termos de tuberculose multirresistente.


A incidência estimada de tuberculose na Ucrânia é de 73 por 100.000 habitantes, em comparação com 9,5 por 100.000 habitantes na União Europeia e Espaço Económico Europeu.


A Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os países vizinhos, segundo os dados divulgados hoje pela agência da ONU para os refugiados.


Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.


A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.


FP // JMR


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