24 Maio 2022, 00:16

Chefe de informação militar ucraniano prevê fim da guerra até final deste ano

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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O chefe dos serviços ucranianos de informações militares acredita na evolução favorável da guerra contra a Rússia, que levará a um ponto de viragem em meados de agosto e ao seu final, até ao fim do ano.

Kyrylo Budanov disse hoje, em entrevista à Sky News, que está também em andamento um golpe para retirar Vladimir Putin do poder, referindo que o Presidente russo se encontra em estado grave, devido a um cancro.

Depois de ter acertado no início da invasão russa da Ucrânia, mesmo quando membros do governo negavam, o responsável das secretas divulgou a previsão mais precisa e otimista de um alto funcionário ucraniano até ao momento.

“O ponto de rutura acontecerá na segunda metade de agosto. A maioria das ações de combate ativo terá terminado até o final deste ano. Como resultado, vamos renovar o poder ucraniano em todos os nossos territórios que perdermos, incluindo no Donbass e na Crimeia”, salientou.

A estratégia das forças russas não mudou, apesar da concentração da ofensiva a leste, analisou ainda.

A Rússia está a sofrer grandes perdas, lembrou Budanov, sem, no entanto, abordar diretamente as baixas ucranianas.

De qualquer forma, o chefe dos serviços de informações militares da Ucrânia frisou que não está surpreendido com os reveses do lado russo.

“Sabemos tudo sobre o nosso inimigo. Sabemos sobre os seus planos quase no mesmo momento em que estão a ser feitos”, assegurou.

“A Europa vê a Rússia como uma grande ameaça. Eles têm medo da sua agressão. Estamos a lutar contra a Rússia há oito anos e podemos dizer que esse poder russo, altamente divulgado, é um mito. Não é tão poderoso quanto isso. É uma horda de pessoas com armas”, acrescentou.

O Exército ucraniano referiu hoje, no seu comunicado operacional diário, que as forças russas continuam a sua ofensiva no leste do país, onde estão a atacar novas cidades e vilas.

Os militares russos estão a travar combates com as forças ucranianas em redor de Rubezhnoye, perto da cidade estratégica de Severodonetsk, no Donbass, explicou o Estado-Maior do Exército ucraniano através da rede social Facebook.

Analistas consideram a zona de Sevedononetsk como fundamental para garantir o controlo sobre o Donbass, o centro industrial a leste da Ucrânia e que é composto pelas regiões de Donetsk e Lugansk.

Esta madrugada as forças russas invadiram, sem sucesso, as cidades de Zolote e Kamyshevakha, realçaram ainda os militares ucranianos.

Segundo a mesma fonte, Moscovo continuou os disparos de artilharia nas localidades estratégicas de Kamenka e Novoselivka, enquanto manteve os bombardeamentos contra as posições ucranianas na cidade portuária estratégica de Mariupol, perto da siderúrgica Azovstal, onde as tropas de Kiev continuam a resistir, sitiadas.

As informações divulgadas por Kiev não puderam ser imediatamente verificadas, noticiou a agência Associated Press (AP).

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, das quais mais de seis milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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