25 Dezembro 2022, 19:21

Chico Buarque vem a Portugal em 2023 atuar e receber o Prémio Camões 2019

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Agora que chegou aqui…

Ao longo do último ano, o MUNDO ATUAL tem conquistado cada vez mais leitores.
Nunca quisemos limitar o acesso aos nossos conteúdos, ao contrário do que fazem outros órgãos de comunicação, e mantivemos sempre todas as notícias, reportagens e entrevistas abertas para que todos as pudessem ler.
Mas precisamos do seu apoio. Para que possamos, diariamente, continuar a oferecer-lhe a melhor informação, não só nacional como local, assim como para podermos fazer mais reportagens e entrevistas do seu interesse.
O MUNDO ATUAL é um órgão de comunicação social independente e isento. E acreditamos que para que possamos continuar o nosso caminho, que tem sido de sucesso e de reconhecimento, é importante que nos possa ajudar neste caminho que iniciámos há um ano.
Desta forma, por tão pouco, com apenas 1€, pode apoiar o MUNDO ATUAL.

Obrigado!

PUB – CONTINUE A LER A SEGUIR



O cantor e escritor brasileiro Chico Buarque irá atuar em Portugal no próximo ano, aproveitando a ocasião para receber o Prémio Camões com o qual foi distinguido em 2019, disse à Lusa o agenciamento do artista.

Questionado pela agência Lusa sobre a possível vinda de Chico Buarque a Portugal em 2023, para concertos e para receber o Prémio Camões, o agenciamento do artista no Brasil disse que o músico “fará temporada em Portugal e aproveitará para receber o prémio, mas as datas ainda estão a ser definidas”.

Escritor, compositor e cantor, Francisco Buarque de Holanda, 78 anos, foi o vencedor do Prémio Camões 2019. A cerimónia de entrega do prémio chegou a estar marcada para 25 de Abril de 2020, mas acabou por ser adiada devido à pandemia da covid-19.

A data tinha sido escolhida especialmente pelo cantor brasileiro, que compôs a música “Tanto Mar” em homenagem à chamada Revolução dos Cravos.

A entrega do Prémio Camões 2019 tem sido atribulada, pois já antes do adiamento devido à pandemia, em outubro daquele ano, cinco meses depois de ser conhecido o vencedor, o Presidente brasileiro Jair Bolsonaro deixou claro que poderia não assinar o diploma de atribuição do prémio.

O diploma de atribuição do prémio é assinado pelos presidentes da República de Portugal e do Brasil.

Na altura, Bolsonaro avisou, citado pelo jornal Folha de São Paulo, que não tinha essa assinatura entre as suas prioridades, atirando-a para o termo de um eventual segundo mandato, em 31 de dezembro de 2026: “Até 31 de dezembro de 2026, eu assino”. Entretanto, Bolsonaro não conseguiu um novo mandato, tendo sido derrotado no mês passado na segunda volta das eleições presidenciais por Lula da Silva.

Em 2019, em resposta a Bolsonaro, Chico Buarque publicou na sua conta no Instagram: “A não assinatura do Bolsonaro no diploma é para mim um segundo Prémio Camões”.

Chico Buarque, que enfrentou a ditadura militar (1964-1985) e detém um percurso de mais de meio século nas letras e na música, é um apoiante do Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula da Silva, foi desde o início crítico do governo de Jair Bolsonaro.

O valor total do prémio Camões é de 100 mil euros, divididos entre Brasil e Portugal. A parte financeira foi resolvida em junho de 2019, e a assinatura do diploma é apenas uma formalidade.

Para o júri do Prémio Camões, a maior distinção literária de língua portuguesa, a escolha de Chico Buarque deve-se à sua “contribuição para a formação cultural de diferentes gerações”, e o “caráter multifacetado” do seu trabalho, da poesia, ao teatro e ao romance, estabelecendo-se como “referência fundamental da cultura do mundo contemporâneo”.

O Prémio Camões de literatura em língua portuguesa foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988, com o objetivo de distinguir um autor “cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum”.

A pandemia acabou também por adiar também a entrega do Prémio Camões de 2020 (Vitor Aguiar e Silva, que morreu este ano) e de 2021 (Paulina Chiziane). Este ano, o vencedor foi Silviano Santiago.

Chico Buarque, de 78 anos, já atuou várias vezes em Portugal, a última das quais em junho de 2018, numa série de seis concertos, de apresentação do álbum “Caravanas”, editado em 2017.

Sem comentários

deixar um comentário