08 Outubro 2022, 20:06

China teve este ano verão mais quente desde que há registo

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Pequim, 06 set 2022 (Lusa) — A China teve este ano o verão mais quente desde que começou a haver registos, em 1961, com a temperatura média no território chinês a ascender aos 22,3 graus, entre 01 de junho e 31 de agosto.


A temperatura ficou “1,1 graus Celsius acima da média dos anos anteriores e foi a mais alta desde 1961”, segundo dados da Administração Meteorológica do país, citados hoje pela agência noticiosa oficial Xinhua.


Um total de 17 regiões a nível provincial, incluindo a província de Hunan e o município de Chongqing, ambos no centro da China, registaram temperaturas recorde no verão, acrescentou a mesma fonte.


No total, 15 estações meteorológicas espalhadas por todo o país registaram temperaturas até ou acima dos 44 graus Celsius este verão.


O número médio de dias com temperaturas acima dos 35 graus este verão chegou a 14,3, outro recorde desde 1961, e 6,3 dias a mais em relação à média dos anos anteriores.


Também foram registados os níveis de chuva mais baixos desde 1961. A seca afetou gravemente a agricultura.


Em províncias como Hubei, no centro do país, cerca de 220.000 pessoas tiveram dificuldades no acesso à água potável este verão e pelo menos 690.000 hectares de terras agrícolas foram danificadas como resultado da seca, segundo dados oficiais.


A seca também fez com que capitais provinciais como Nanjing (leste) e Nanchang (centro) não tivessem precipitação durante as primeiras três semanas de Agosto.


Nos últimos dias, a seca no curso superior do rio Yangtsé fez com que o nível da água do lago Poyang, o maior lago de água doce da China, caísse para 8,15 metros, entrando oficialmente na categoria de “extremamente seco”.


A seca deste ano causou também incêndios em áreas montanhosas de regiões como Chongqing, levando à retirada de milhares de pessoas.


O meteorologista local Chen Lijuan explicou recentemente que os períodos de calor intenso, que começam “mais cedo e terminam mais tarde”, podem tornar-se o “novo normal” no país asiático, sob “o efeito das alterações climáticas”.



JPI //APN


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