12 Setembro 2022, 05:51

‘Chuva de medalhas’ para os Estados Unidos, jamaicanas ‘reinam’ na velocidade

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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Os Estados Unidos conquistaram uma ‘mão cheia’ de medalhas na tarde de hoje dos Mundiais de atletismo, mas no final do programa viram a Jamaica fazer o triplo nos 100 metros femininos.

Mesmo no fim da terceira jornada, Shelly-Ann Fraser-Pryce, Shericka Jackson e Elaine Thompson-Herah ficaram com ouro, prata e bronze nestes campeonatos, que decorrem desde sexta-feira em Eugene, no estado norte-americano do Oregon.

Foi, de alguma forma, o resfriar do entusiasmo dos espetadores locais, que pouco antes tinham visto o país anfitrião arrebatar sete medalhas, entre ouro, prata e bronze, em pouco mais de um quarto de hora.

Mas na velocidade pura, as ‘sprinters’ do país das Caraíbas continuam a não dar hipóteses, perpetuando uma tendência clara dos últimos anos.

Com a bicampeã olímpica Elaine Thompson-Herah no terceiro lugar, coube à veterana de 35 anos Shelly-Ann Fraser-Pryce defender mais alto o orgulho jamaicano, conservando o título e assegurando um histórico quinto ouro em Mundiais.

A marca, 10,67 segundos, passa a ser recorde dos campeonatos.

As velocistas norte-americanas passaram discretas pela final, com um sexto e oitavo lugares – um contraste flagrante com o que os seus compatriotas tinham feito pouco antes nos 110 metros barreiras, vara do setor feminino e peso do setor masculino.

A final das barreiras foi atribulada, com o norte-americano Devon Allen eliminado por falsa partida não detetável a olho nu. No entanto, a medição da reação, feita eletronicamente, atribuiu ao líder do ‘ranking’ deste ano uma falsa partida por um milésimo de segundo.

Após muitos protestos e vaias, a final aconteceu mesmo e os Estados Unidos asseguraram ouro , para Grant Holloway (13,03 segundos), campeão mundial e vice-campeão olímpico, e prata para Trey Cunningham.

A final já estava marcada, antes de se iniciar, pela ausência de última hora de Hansle Parchment, da Jamaica, o campeão olímpico, que se lesionou após as semifinais.

Ouro e prata para a seleção ‘da casa’ também no salto com vara feminino, com a campeã olímpica, Kate Nageotte, e a bicampeã mundial em pista coberta, Sandi Morris, a passarem 4,85 metros, sendo necessário recorrer ao desempate por derrubes.

Mais ninguém passou essa altura e mesmo os 4,80 só foram transpostos por mais uma atleta, Nina Kennedy, da Austrália.

Emocionante até à sexta série de lançamentos, o peso consagrou Ryan Crouser, o recordista mundial e bicampeão olímpico, com a marca de 22,94 metros.

Desforrou-se assim de Joe Kovacs, que o tinha derrotado em Doha2019 e que agora ficou a escassos cinco centímetros.

O poderio dos Estados Unidos foi mesmo muito forte, já que também contabilizaram a medalha de bronze, através de Josh Awotunde, que fez o melhor resultado da sua carreira: 22,29 metros.

Ao terceiro dia, a seleção anfitriã ‘disparou’ no quadro de medalhas, com seis de ouro, quatro de prata e quatro de bronze.

Apenas a Etiópia tem mais que uma medalha de ouro também – passou a duas, com o sucesso de Tamirat Tola na maratona.

Um total de 19 países já conseguiu subir ao pódio nestes Campeonatos do Mundo, que prosseguem mais uma semana, até 24 de julho.

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