12 Agosto 2022, 21:26

CHVNGE distinguido como centro de excelência para a hipertensão

© AMÂNDIA QUEIRÓS | MUNDO ATUAL
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O serviço de medicina interna do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNGE) foi distinguido, no passado mês de janeiro, enquanto centro de excelência para a hipertensão, pela Sociedade Europeia de Hipertensão (SEH), tornando-se o quarto a nível nacional.

Vitor Paixão Dias, coordenador da unidade de hipertensão arterial e risco cardiometabólico do CHVNGE, aponta “o reconhecimento internacional e interpares, bem como o envolvimento em projetos de cariz científico abrangendo os diversos centros de excelência dispersos pelo mundo” como algumas das mais-valias da distinção recebida, o que “irá permitir a troca de conhecimento médico de excelência para o tratamento da hipertensão arterial (HTA)”.

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Neste centro, de acordo com dados de 2019, tendo em conta os anos atípicos de 2020 e 2021 por causa da pandemia, eram seguidos 719 utentes. Destes resultaram um total 1410 consultas, das quais 166 primeiras consultas (12%). São ainda realizados, em média, cerca de 200 monitorizações ambulatórias de pressão arterial de 24 horas (MAPAs).

A consulta de HTA tem a possibilidade de realizar a avaliação não invasiva da rigidez arterial e da pressão aórtica central, parâmetros importantes para avaliar a verdadeira repercussão da pressão arterial nos chamados órgãos alvo (cérebro, coração, rim, circulação arterial periférica e retina).

De acordo com o coordenador, na consulta de HTA, “a taxa de sucesso para tratamento ultrapassa os 60%, não esquecendo que muitos destes doentes são referenciados à consulta já com vários anos de evolução da doença, atingimento de órgãos-alvo e alguns com hipertensão dita resistente, ultrapassando largamente a taxa de sucesso nacional que se situa na ordem dos 44%”.

Vitor Paixão Dias recorda que “a HTA constitui o principal fator de risco de morbi-mortalidade vascular, sendo esta a principal causa de morte nos países desenvolvidos”.

A prevalência da HTA, de acordo com o estudo PHYSA, é de 42%. A evidência mais recente mostra que apesar da mortalidade vascular ter vindo a reduzir em Portugal, a prevalência mantêm-se estável, muito por causa do envelhecimento da população e do aumento da pressão arterial com a idade”.

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