07 Fevereiro 2023, 19:04

Ciberataques: Plataforma de hackers desmantelada era gerida por português, detido em Londres

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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A Polícia Judiciária explicou hoje que na operação que levou ao encerramento de uma plataforma de hackers estiveram envolvidas autoridades de cinco países e foram detidas três pessoas, uma delas um português que era o administrador da plataforma.

Numa conferencia de imprensa em Lisboa, o diretor da Unidade de Combate ao Cibercrime, Carlos Cabreiro, deu detalhes da operação, já antes anunciada pela Europol e que levou ao encerramento de uma das maiores plataformas de hackers do Mundo, que vendia acesso a bancos de dados de várias empresas norte-americanas que tinham sido alvo de ciberataques.

O administrador do fórum de hackers, com meio milhão de utilizadores, era um português de 21 anos que terá criado a plataforma em 2015.

O cidadão português foi detido em Londres, mas segundo Carlos Cabreiro isso não significa que vivesse no Reino Unido, mas sim que estava no Reino Unido, sendo que tem também residência em Portugal.

A extradição do jovem, disse o responsável, está a ser pedida pelos Estados Unidos.

Questionado pelos jornalistas, Carlos Cabreiro disse ser cedo para fazer ligações entre a atividade do fórum e recentes ciberataques ocorridos em Portugal, outros ciberataques em outros países ou manipulação de eleições nos Estados Unidos. “Não se apurou uma relação direta com as eleições norte-americanas”, disse.

A plataforma, um “fórum de informação de origem criminosa”, disponibilizava, por exemplo, informação sobre cartões de crédito, número de contas bancárias, credenciais de acesso ou senhas e nomes de utilizadores, explicou o diretor da Unidade de Combate ao Cibercrime da PJ.

Carlos Cabreiro admitiu que a informação a que as autoridades acederam agora poderá ser útil para desvendar alguns crimes informáticos e para a resolução de “centenas ou milhares” de investigações que estão a decorrer em todo o mundo, e disse que além do jovem português e dois cúmplices não há mais detidos, nem foi ninguém detido em Portugal relacionado com a investigação.

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