04 Julho 2022, 01:08

Ciclone Batsirai faz seis mortos e cerca de 48 mil deslocados em Madagáscar

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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Pelo menos seis pessoas morreram quando o ciclone tropical Batsirai atingiu Madagáscar, na noite de sábado, forçando quase 48.000 pessoas a abandonar as suas casas e a enfrentar o risco de inundações.

O chefe da gestão de catástrofes em Madagáscar, Paolo Emilio Raholinarivo, disse à agência AFP, numa mensagem de texto, que seis pessoas tinham morrido e quase 48.000 tinham sido deslocadas, de acordo com um relatório provisório.

As autoridades malgaxes tinham dito anteriormente que o ciclone estava a perder a sua força, mas que permanecia o risco de inundações.

Segundo a Météo-Madagascar, Batsirai deverá “surjir no mar no Canal de Moçambique, na parte norte de Atsimo Andrefana, à tarde ou à noite”.

Os habitantes tinham-se preparado para enfrentar a situação com os meios à sua disposição na ilha, um dos países mais pobres do mundo, já atingido por uma tempestade tropical mortífera em aneiro, Ana, e varrido desde sexta-feira pelo vento e pela chuva contínua.

Na cidade de Mahanoro (leste), com vista para o mar, Marie Viviane Rasoanandrasana, sentada no chão, lamentou os danos causados pelo ciclone no cemitério municipal onde o seu marido, sogro e filha estão enterrados.

As ondas arrastaram parte do cemitério, desenterrando vários corpos, incluindo os da sua família.

“Estamos tristes (…). Já tivemos danos na casa por causa do ciclone. Agora isto!” lamentou a viúva de 54 anos.

“A vida diária já é muito difícil”, continuou, antes de explicar que os restos mortais seriam colocados em sepulturas temporárias até que a sua família pudesse angariar dinheiro suficiente para “enterros apropriados”.

Na cidade costeira oriental de Vatomandry, algumas horas antes da chegada de Batsirai, mais de 200 pessoas foram amontoadas num quarto num edifício de betão de propriedade chinesa para proteção, com as famílias a dormir em colchões.

Um funcionário local, Thierry Louison Leaby, queixou-se da falta de água potável, uma vez que o abastecimento tinha sido cortado antes da tempestade.

“As pessoas estão a cozinhar com água suja”, disse, temendo um surto de diarreia. “O governo tem de nos ajudar. Nada foi fornecido”, acrescentou.

No exterior, pratos e copos de plástico recolhiam a água da chuva dos telhados de ferro canelado, muitas vezes reforçada com sacos de areia pesados ou latas.

A diretora do Programa Alimentar Mundial (PAM) para Madagáscar, Pasqualina Di Sirio, afirmou ter previsto “uma grande crise” na ilha, onde o ciclone poderá afetar mais de 600.000 pessoas, incluindo 150.000 deslocados. “Estamos muito nervosos”, disse ela aos jornalistas, por videoconferência.

Equipas de busca e salvamento e aeronaves para apoiar uma eventual resposta humanitária foram colocadas de aviso e preparadas reservas de mantimentos.

Todos os anos, durante a época dos ciclones (novembro a abril), cerca de dez tempestades ou ciclones atravessam o sudoeste do Oceano Índico, de leste a oeste.

 

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