09 Setembro 2022, 10:01

Cinco mortos após invasão rebelde de acampamento do exército indiano em Caxemira

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

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Três soldados indianos e dois atacantes morreram hoje durante uma invasão por parte de rebeldes de um acampamento militar na região disputada de Caxemira, disseram autoridades indianos.

Pelo menos dois assaltantes armados com armas e granadas atacaram o acampamento na área remota de Darhal, no sul do distrito de Rajouri, disse um comandante policial, Mukesh Singh.

Os soldados responderam ao ataque, desencadeando um tiroteio que durou pelo menos três horas, disse Singh.

Um reforço de soldados e agentes especializados em contraterrorismo cercaram o campo enquanto os combates aconteciam no interior, disseram autoridades.

Além das cinco mortes, dois soldados ficaram feridos nos combates, disse Singh, num incidente que não foi confirmado por fontes independentes.

Na quarta-feira, a polícia disse que foram mortos três rebeldes no distrito de Budgam, durante uma operação antiterrorismo.

Caxemira, de maioria muçulmana, está dividida entre a Índia e o Paquistão desde 1947. Ambos os países reivindicam a região na sua totalidade e travam conflitos pelo seu controlo.

A Índia insiste que os rebeldes de Caxemira são terroristas apoiados pelo Paquistão, uma acusação negada por Islamabad.

Na quarta-feira, a China bloqueou a imposição de sanções da ONU, solicitadas pelos Estados Unidos e pela Índia, contra o vice-líder do Jaish-e-Mohammad, um grupo extremista com sede no Paquistão e ativo em Caxemira, já designado pelas Nações Unidas como uma organização terrorista.

Os Estados Unidos impuseram sanções a Abdul Rauf Azhar desde dezembro de 2010.

A Índia diz que Azhar esteve envolvido no planeamento e execução de vários ataques terroristas, incluindo o sequestro de um avião da Indian Airlines em 1999, o ataque de 2001 ao parlamento indiano e o ataque de 2016 a uma base da força aérea indiana em Pathankot.

Em junho, a China suspendeu também a imposição de sanções a Abdul Rehman Makki, vice-líder do Lashkar-e-Taiba, um outro grupo paquistanês considerado pela ONU como uma organização terrorista.

“Precisamos de mais tempo para estudar o caso”, disse à agência de notícias Associated Press um porta-voz da missão diplomática da China junto da ONU.

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