13 Maio 2022, 21:55

Cinco países ocidentais e Kiev cooperam na investigação a crimes de guerra na Ucrânia

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Agora que chegou aqui…

Ao longo do último ano, o MUNDO ATUAL tem conquistado cada vez mais leitores.
Nunca quisemos limitar o acesso aos nossos conteúdos, ao contrário do que fazem outros órgãos de comunicação, e mantivemos sempre todas as notícias, reportagens e entrevistas abertas para que todos as pudessem ler.
Mas precisamos do seu apoio. Para que possamos, diariamente, continuar a oferecer-lhe a melhor informação, não só nacional como local, assim como para podermos fazer mais reportagens e entrevistas do seu interesse.
O MUNDO ATUAL é um órgão de comunicação social independente e isento. E acreditamos que para que possamos continuar o nosso caminho, que tem sido de sucesso e de reconhecimento, é importante que nos possa ajudar neste caminho que iniciámos há um ano.
Desta forma, por tão pouco, com apenas 1€, pode apoiar o MUNDO ATUAL.

Obrigado!

Altos funcionários da justiça de cinco países ocidentais, incluindo dos Estados Unidos, discutiram com a Procuradora-Geral da Ucrânia formas de investigar alegados crimes de guerra cometidos na Ucrânia pela Rússia, informou hoje o Departamento de Justiça norte-americano.

Estes funcionários dos países que formam a chamada aliança “Five Eyes” – Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia – falaram quarta-feira com a Procuradora-Geral Iryna Venediktova, numa altura em que Kiev quer agir em relação a milhares de alegados crimes de guerra.

Os seis “discutiram a coordenação dos seus esforços para responsabilizar aqueles cujos atos criminosos permitem crimes de guerra na Ucrânia”, referiu o Departamento de Justiça dos EUA em comunicado.

“O compromisso de trabalharmos com os nossos parceiros internacionais, incluindo a Procuradora-Geral da Ucrânia, para investigar e processar os responsáveis por atrocidades na Ucrânia, permanece firme”, garantiu o Procurador-Geral dos EUA, Merrick Garland.

Na semana passada, Iryna Venediktova disse à emissora de televisão e rádio alemã Deutsche Welle que os investigadores ucranianos identificaram “mais de 8.000 casos” de alegados crimes de guerra desde o início da invasão russa.

Incluem “a morte de civis, o bombardeamento de infraestruturas civis, tortura” e “crimes sexuais” relatados no “território ocupado da Ucrânia”, segundo a magistrada. Os procuradores estão também a investigar “o uso de armas proibidas”, acrescentou.

O Departamento de Justiça dos EUA disse que Garland também informou os seus interlocutores sobre os esforços dos EUA para penalizar os oligarcas que apoiam o Presidente russo, Vladimir Putin, e os 33 mil milhões de dólares em novas ajudas à Ucrânia que a Casa Branca pediu ao Congresso.

Também participaram na reunião, por videoconferência, a britânica Suella Braverman, a australiana Michaelia Cash, o canadiano David Lametti e o neozelandês David Parker.

 

Sem comentários

deixar um comentário