04 Dezembro 2021, 10:06

Coligação militar anuncia morte de 160 houthis no seu avanço no Iémen

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Riade, 16 out 2021 (Lusa) — A coligação militar liderada pela Arábia Saudita no Iémen anunciou hoje que matou 160 rebeldes houthi durante diversos ataques a sul da cidade estratégica de Marib, onde os combates provocaram centenas de mortes nos últimos dias.


“Realizámos 32 ataques em al-Abdiya [cerca de 100 quilómetros a sul de Marib] nas últimas 24 horas […], nos quais 11 veículos militares foram destruídos e mais de 160 elementos terroristas eliminados”, informou a coligação militar.


Os rebeldes continuam a avançar no terreno e já se encontram “no centro do setor de al-Abdiya, após um cerco que durou quatro semanas”, disse uma fonte militar leal ao regime.


Aquele que é o último reduto do Governo no norte do Iémen dominado pelos houthis, Marib, capital da província com o mesmo nome, está no centro de uma intensa batalha.


Os houthis lançaram uma campanha para tomar a cidade, em fevereiro, e recentemente intensificaram a sua ofensiva, a que a coligação respondeu com diversos ataques aéreos que terão matado mais de 700 insurgentes.


De acordo com uma fonte militar leal ao regime, os rebeldes “sequestraram, prenderam e maltrataram” membros de tribos que apoiavam as forças pró-governamentais.


Quase 20 membros das forças dessas tribos foram mortos nas últimas 24 horas e 47 ficaram feridos, segundo a mesma fonte.


Os dois campos travam uma guerra devastadora desde 2014, quando os houthis tomaram a capital Sanaã, no norte do país, e desde 2015 que a coligação liderada pelos sauditas interveio para apoiar as forças leais ao regime.


A guerra no Iémen mergulhou o país mais pobre da Península Arábica na pior crise humanitária do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas, levando a população à beira da fome.


Dezenas de milhares de pessoas, a maioria delas civis, foram mortas e milhões deslocadas desde o início do conflito.


Quase 10.000 pessoas foram deslocadas, apenas em setembro, na província de Marib, de acordo com a Organização Internacional para as Migrações.



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