25 Janeiro 2022, 11:36

COP26: Fundo de Adaptação atinge recorde de 232,6 milhões de dólares

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Glasgow, Reino Unido, 09 nov 2021 (Lusa) — O Fundo de Adaptação alcançou um valor recorde de cerca de 232,6 milhões de dólares (200,7 milhões de euros), na COP26, em novas promessas para ações concretas em prol dos mais vulneráveis às alterações climáticas.


De acordo com um comunicado divulgado na cimeira do clima, em Glasgow, Escócia, o fundo inclui um recorde de 13 doadores e contribuintes pela primeira vez dos Estados Unidos e do Canadá, sendo ultrapassado o recorde anterior de arrecadação de verbas e duplicado o valor do ano passado.


O Fundo realizou o encontro anual de financiadores na segunda-feira na cimeira das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, em Glasgow, e recebeu um montante recorde de 232,6 milhões de dólares em novos apoios de contribuintes governamentais nacionais e regionais.


Um recorde de 13 doadores anunciou novas promessas para o fundo. O recorde anterior de mobilização anual de recursos foi de 129 milhões de dólares (111,3 milhões de euros) e foi alcançado há três anos, na COP24, na Polónia.


A nova quantia ultrapassa largamente a meta para 2021, de 120 milhões de dólares e duplicou os 116 milhões de dólares alcançados há um ano. Fará também uma diferença considerável em propostas de projetos que estão em desenvolvimento, mas que ainda não foram financiados, segundo o documento.


As novas promessas incluem contribuições pela primeira vez dos Estados Unidos, do Canadá, a nível nacional, e do Qatar, e várias contribuições significativamente mais elevadas do que no passado de outros financiadores como Espanha, Quebeque e Irlanda e ainda de outros, como a Finlândia, que voltou a contribuir ao fim de vários anos.


Também inclui novos compromissos plurianuais para o fundo, da Noruega e da Irlanda, que se seguiram ao primeiro compromisso plurianual da Suécia há alguns anos.


As promessa anunciadas este ano incluíram a Alemanha, (aproximadamente 58,2 milhões de dólares), os Estados Unidos (50 milhões de dólares), Espanha (34,9 milhões de dólares), Reino Unido (20,6 milhões de dólares), Suécia (15,1 milhões de dólares aplicados da promessa de 53 milhões para 2019 – 2022), Suíça (10,9 milhões), Noruega (8,38 milhões aplicados de 300 milhões prometidos para 2021 — 2024), Finlândia (8,1 milhões), governo nacional do Canadá (8,1 milhões), governo regional do Quebec (8,1 milhões), Irlanda (5,8 milhões de dólares aplicados do compromisso de 10 milhões de euros para 2021 -2022), a Região da Flandres da Bélgica (3,49 milhões) e o Qatar (500.000 dólares).


“É possível que mais contribuições para o fundo possam surgir até ao fim da conferência”, lê-se no comunicado.


Apesar dos compromissos assumidos, as concentrações de gases com efeito de estufa atingiram níveis recorde em 2020, mesmo com a desaceleração económica provocada pela pandemia de covid-19, segundo a ONU, que estima que, ao atual ritmo de emissões, as temperaturas serão no final do século superiores em 2,7 ºC.


AH // HB


Lusa/fim

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