17 Setembro 2021, 19:59

Coreógrafa Clara Andermatt revisita “O Canto do Cisne” no Teatro Camões em julho

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Lisboa, 10 jun 2021 (Lusa) — A coreógrafa Clara Andermatt vai revisitar a peça “O Canto do Cisne”, a 01 de julho, no Teatro Camões, em Lisboa, obra criada originalmente para o extinto Ballet Gulbenkian e que entrará no repertório da Companhia Nacional de Bailado.


A estreia de “O Canto do Cisne” interpretado pela Companhia Nacional de Bailado (CNB), que agora conta com um novo solo, acontece no dia 01 de julho, e ficará em cena até dia 04 de julho, depois segue para o Festival de Almada, de 16 a 18 de julho, segundo a programação.


“O Canto do Cisne” foi uma das últimas peças dançadas pelo Ballet Gulbenkian, em 2004, antes da sua extinção, e, a convite da CNB, a coreógrafa Clara Andermatt vai recriá-la juntamente com membros da equipa artística original.


Tendo como ponto de partida o tema “A Morte do Cisne”, de Camille Saint-Saëns, trabalhado por Vítor Rua, que cria variações musicais a partir do original, “O Canto do Cisne” surge como uma resposta da coreógrafa ao anterior desafio de criar uma peça para a inauguração da então nova temporada 2004/2005 do Ballet Gulbenkian.


O desafio – do Festival Internacional de Dresden, por onde a obra passou em maio de 2005 – foi trabalhar sobre o tema do fascínio dos mundos distantes, e a coreógrafa escolheu fazê-lo através do desconhecido e enigmático mundo da morte.


Clara Andermatt “procura o desconhecido pela via do mistério e da surpresa que encontra no conhecido, em direção ao que provavelmente de mais enigmático existe em tudo o que desconhecemos: a morte”, indica uma sinopse da obra.


“Andermatt aborda a morte não como o final do que quer que seja, mas justamente como o que deixamos para trás quando definimos novos caminhos; não a morte como terminal, mas como princípio de futuro que ela contém, para reinventar novas regras, novos conceitos; um momento que a coreógrafa decide identificar como o canto do cisne”, pode ler-se ainda na sinopse.


Barbara Griggi, assistente da coreógrafa, que fez parte do elenco original, Amélia Bentes, consultora artística, que deu assistência à coreógrafa em 2004, juntamente com Vitor Rua, na música, e Aleksandar Protic, nos figurinos, são alguns dos elementos que estão a trabalhar de novo com Clara Andermatt esta peça, que agora se estende e conta com um novo solo, segundo a CNB.


O desenho de luz está a cargo de Manuel Abrantes, a partir do original de Rui Horta.


No dia 03 de julho, haverá ainda uma conversa antes do espetáculo, de entrada livre, no ‘foyer’ do Teatro Camões, com Cristina Peres e convidados a anunciar. A lotação deste encontro está já esgotado, mas é ainda possível o registo para a lista de espera, no sítio cnb.pt.



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