13 Maio 2022, 12:58

Costa contra “papão” da maioria absoluta e afirma que PS é “concórdia nacional”

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Faro, 19 jan 2022 (Lusa) — O secretário-geral do PS criticou hoje quem tenta fazer da maioria absoluta “um papão”, contrapondo que o seu partido evitou a confrontação no “Verão Quente” de 1975 e uniu os portugueses contra a pandemia da covid-19.


António Costa definiu o PS como “o partido da concórdia nacional” no discurso que proferiu no encerramento de um comício na Escola Profissional de Faro, após uma intervenção da cabeça de lista socialista por este círculo eleitoral, a dirigente e ex-secretária de Estado da Saúde Jamila Madeira.


Numa intervenção com críticas indiretas ao Bloco de Esquerda e ao PCP, e com ataques diretos ao PSD sobre políticas fiscal e de saúde, o líder socialista voltou a defender que só com maioria absoluta o país pode ter estabilidade nos próximos quatro anos.


“Que não haja papões, toda a gente me conhece. Toda a gente sabe que sou uma pessoa de consensos, de compromisso e de diálogo”, começo por dizer, invocando aqui a sua experiência como presidente da Câmara de Lisboa, em que parte desse tempo — seis anos — teve maioria absoluta.


“Não foi pelo facto de ter maioria absoluta que deixei de dialogar com todos”, reforçou, antes de avançar com o argumento sobre o papel do PS na História da democracia portuguesa.


“Somos o partido do equilíbrio, do bom senso, da responsabilidade, do diálogo, somos o partido da concórdia nacional. Somos o partido que no PREC (Processo Revolucionário em Curso) evitou a confrontação e fomos o partido que na pandemia [da covid-19] soube unir todo o país para enfrentar essa pandemia”, declarou, recebendo palmas dos apoiantes socialistas.


 


 


PMF // JPS


Lusa/Fim

Sem comentários

deixar um comentário