19 Novembro 2022, 17:17

Covid-19: AstraZeneca pede à FDA para autorizar tratamento inédito com anticorpos

LUSA Autor
Agência de notícias de Portugal

Londres, 05 out 2021 (Lusa) – A AstraZeneca, farmacêutica que desenvolveu uma das primeiras vacinas contra a covid-19, pediu à autoridade do medicamento norte-americana, Food and Drug Administration (FDA), uma autorização de emergência para um tratamento com anticorpos inédito para prevenir a doença.


A empresa anglo-sueca disse hoje que o tratamento, conhecido por AZD7442, seria a primeira combinação de anticorpos de longa ação a receber uma autorização de emergência para prevenção da covid-19.


Se for autorizado, o medicamento provavelmente será limitado a pessoas com sistema imunológico comprometido que não receberam proteção suficiente com a vacinação.


A FDA já autorizou três outros medicamentos com anticorpos, incluindo dois que podem ser administrados para prevenir o surgimento de sintomas após uma possível exposição à covid-19.


O medicamento da AstraZeneca seria administrado como medida preventiva em pessoas com vulnerabilidade aumentada ao coronavírus.


A autoridade norte-americana enfatizou que os medicamentos com anticorpos não substituem a vacinação, que é a forma mais eficaz e duradoura de proteção contra o vírus.


Os medicamentos com anticorpos também são caros para produzir e requerem uma injeção intravenosa e profissionais de saúde para administrar.


Ensaios em humanos em estágio final mostraram que o medicamento de anticorpos da AstraZeneca reduziu o risco de desenvolver covid-19 sintomático em 77%.


Mais de três quartos dos participantes tinham o sistema imunológico deprimido e outras condições que os tornavam mais suscetíveis a doenças graves.


“Pessoas vulneráveis, como as imunodeprimidas, muitas vezes não têm capacidade para criar uma resposta protetora após a vacinação e continuam a correr o risco de desenvolver covid-19”, disse Mene Pangalos, vice-presidente executivo de pesquisa farmacêutica da AstraZeneca, em comunicado.


“Com este primeiro pedido regulatório global, estamos um passo mais perto de fornecer uma opção adicional para ajudar a proteger contra a covid-19 juntamente com as vacinas”, sublinhou.


A covid-19 provocou pelo menos 4.805.049 mortes em todo o mundo, entre mais de 235,30 milhões infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.


Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.004 pessoas e foram contabilizados 1.072.037 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.


A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em vários países.



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